Alimentação
Não é um predador especializado, e sim um generalista e oportunista, assim como o seu parente próximo, o carrapateiro (Milvago chimachima). Onívoro, alimenta-se de quase tudo o que acha, de animais vivos ou mortos até o lixo produzido pelos humanos, tanto nas áreas rurais quanto urbanas. Adaptou-se à presença humana, comendo restos de comida no lixo das casas ou as vísceras de peixe nos acampamentos de pescadores . Suas estratégias para obtenção de alimento são variadas: caça lagartos, cobras, sapinhos e caramujos; rouba filhotes de outras aves, até de espécies grandes como garças, colhereiros e tuiuiús (Jabiru mycteria); arranha o solo com os pés em busca de amendoim e feijão; apanha frutos de dendê; ataca filhotes recém-nascidos de cordeiros e outros animais. Também segue tratores que estão arando os campos, em busca de minhocas e larvas ou pequenos vertebrados, como anfíbios. É muito comum ser avistado ao longo das rodovias para alimentar-se dos animais atropelados. Fica nas proximidades dos ninhais para comer restos de comida caídos no chão, ovos ou filhotes deixados sem a presença dos pais. Chega a reunir-se a outros carcarás para matar uma presa maior. É também uma ave comedora de carniça e é comumente visto voando ou pousado junto a urubus pacificamente, principalmente ao longo de rodovias ou nas proximidades de aterros sanitários e locais de depósito de lixo. Dois hábitos pouco conhecidos são a caça de crustáceos nos manguezais (seja entrando na água para abocanhar os que estão perto, ou percorrendo o mangue a pé, na maré baixa) e a pirataria (o fato de perseguir gaivotas e águias-pescadoras (Pandion haliaetus), forçando-as a deixar a presa cair, que apanha em voo).
Reprodução
Constrói um ninho com galhos em bainhas de folhas de palmeiras ou em outras árvores. Usa ninho de outras aves também. A postura do carcará é composta de dois ou três ovos, sendo raro encontrar um quarto ovo. A coloração dos ovos está entre o branco e o castanho avermelhado, podendo variar nas tonalidades existentes entre essas cores. Os ovos possuem manchas vermelhas ou castanhas e medem cerca de 56 a 61 mm de comprimento por 44 a 47 mm de largura. A incubação dura cerca de 28 dias e é feita por ambos os pais. O filhote sai do ninho por volta do terceiro mês de vida, mas continua demandando os cuidados dos pais por mais algum tempo. Segundo (Antas, 2005; Sick, 1997) os pais criam somente um filhote por temporada.
Hábitos
Distribuição Geográfica
Possui uma distribuição geográfica ampla, que vai da Argentina até o sul dos Estados Unidos, ocupando toda uma variedade de ecossistemas, fora a cordilheira dos Andes. Sua maior população se encontra no sudeste e nordeste do Brasil.
Referências culturais
A espécie inspirou, em 1965, a canção "Carcará", de João do Vale, que foi interpretada por Maria Bethânia no espetáculo Opinião. Há menção à ave na música Caça e Caçador, da banda Angra. O carcará esteve presente na telenovela da Rede Globo Roque Santeiro, de 1985. O apelido do protagonista Roque Santeiro dado pelo seu adversário Sinhozinho Malta era Carcará Sanguinolento.
Além disso, Carcará é o nome do personagem líder do bando de cangaceiros no livro da pernambucana Frances Peebles que virou filme e foi transformado em minissérie, Entre Irmãs. A alcunha lhe foi dada por ter "arrancado os olhos" de um de seus inimigos, por vingança.
Clubes de futebol do Nordeste, como o Alagoinhas Atlético Clube, de Alagoinhas, Bahia; o Salgueiro Atlético Clube, de Salgueiro, Pernambuco, o Mossoró Esporte Clube, de Mossoró, Rio Grande do Norte têm como mascote o carcará, exibindo a ave nos seus escudos. Na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais o time de Futebol Americano da Universidade Federal de Ouro Preto se chama Ouro Preto Carcarás.
FONTES:
https://www.wikiaves.com.br/wiki/carcara
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carcar%C3%A1



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