sábado, 3 de janeiro de 2026

Fé em Tempos de Crise — Quando a Capela do Cemitério se Tornou Matriz de Inhambupe

Entre 14 de abril e 25 de dezembro de 1887, a Capela da irmandade de Nossa Senhora da Conceição, situada no cemitério, passou a exercer provisoriamente a função de Igreja Matriz da paróquia do Divino Espirito Santo de Inhambupe.
Essa medida tornou-se necessária após o desmoronamento da torre sul da Igreja Matriz, ocorrido na noite de 13 de abril de 1887. O acidente foi consequência de uma reforma malsucedida, conduzida pelo padre italiano Júlio Fiorentini, que acabou comprometendo a estrutura do templo e colocando em risco a segurança dos fiéis. Diante da gravidade dos danos, as atividades religiosas precisaram ser imediatamente interrompidas no edifício principal.
Padre Júlio Fiorentini

Durante o período de reconstrução da Igreja Matriz, a Capela da irmandade de Nossa Senhora da Conceição assumiu um papel central na vida religiosa da comunidade, tornando-se o local destinado à realização de missas, celebrações sacramentais e demais atos litúrgicos, assegurando a continuidade da vida pastoral e espiritual da paróquia até a conclusão das obras.
Registro manuscrito do período (Livro Paroquial)
Documento histórico que contextualiza os atos religiosos realizados durante a interdição da Matriz.


Apesar de sua relevância histórica, religiosa e simbólica, a Capela da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição foi demolida na década de 1970, em um ato que desconsiderou completamente seu valor como patrimônio histórico e cultural do município. A demolição representou uma perda irreparável para a memória de Inhambupe, apagando um espaço que, por anos, foi testemunha da fé, da organização social e da história local.
Representação artística da Capela da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição
Imagem criada por IA, baseada em descrições históricas do templo demolido.


Fontes: MELLO, Pompílio Cavalcante. Inhambupe Esboço histórico-Geográfico. Salvador, BA: Escola Tipográfica Salesiana,1904.

Paroquia do Divino Espírito Santo de Inhambupe registros paroquiais, 1732-1902, disponível em:https://www.familysearch.org/pt/search/catalog/koha:320996 

terça-feira, 5 de agosto de 2025

A Emancipação Política de Inhambupe: Uma Análise Histórica


 A historiografia administrativa brasileira, desde o período colonial até as primeiras décadas da República, apresenta elementos normativos e práticos que permitem compreender de forma precisa os marcos de autonomia municipal. No caso de Inhambupe, a tradição de celebrar sua emancipação em 6 de agosto de 1896 não se sustenta do ponto de vista histórico, pois a autonomia político-administrativa do município remonta a décadas anteriores.

No contexto colonial e imperial, a elevação de uma localidade à categoria de vila representava sua emancipação política. Este ato implicava a instalação de uma Câmara de Vereadores com competência legislativa local, capacidade de arrecadar impostos, elaborar posturas municipais, administrar a justiça de primeira instância, instalar cadeia pública e dispor de um “juiz de fora” ou “juiz ordinário” designado pela Coroa ou pela província.

Por outro lado, a titulação de cidade, conferida sobretudo após a Proclamação da República, tinha caráter essencialmente simbólico e não alterava substancialmente a autonomia municipal já existente. Assim, a data de elevação à cidade não pode ser confundida com a efetiva emancipação.

Primeiros Registros Oficiais da Vila de Inhambupe de Cima

Segundo registro do IBGE (1958), em 26 de junho de 1801, por Carta Régia, determinou-se a instalação da Vila de Inhambupe de Cima, fato consumado em 13 de março de 1802. Posteriormente, em 1816, pelo Alvará Régio de 7 de novembro, criou-se a Freguesia de Inhambupe, desmembrada da de Água Fria, consolidando sua estrutura eclesiástica e administrativa.

Em ofício datado de 13 de junho de 1802, o governador Francisco da Cunha Meneses comunicou ao Rei de Portugal os limites geográficos e a população da recém-criada Vila de Inhambupe de Cima, instituída após o desmembramento da Vila de São João de Água Fria. No documento, detalhou-se a distribuição do distrito, estabelecendo oficialmente a nova configuração territorial da localidade.

"Em observancia da Provisão in fronte, se creou em villa o logar da freguezia do Espirito Santo do Inhambupe de cima, desmembrando-se da Villa de S. João de Agua fria, que antes pertencia esta freguezia e ficando o seu districto com 25 legoas de longitude, 18 da latitude, 1.280 fogos e mais de 6.800 habitantes.

Divide-se ao nascente com a Freguczia do Itapicuru da Praia, do termo da Villa da Abbadia, no logar chamado Mocambo, Riacho Quiambinda e sitio dos Sete páos, ao poente com a freguezia da dita Villa de S. João de Agua fria na Fazenda da Alagóa, que foi de Diogo Alves Campos: ao norte com a Freguezia de N. S.a de Nazareth da Villa do Itapicurú de Cima, no logar chamado Namby, Genipapo e Taboleiro do Sobrado Engenho das Varas brancas, e ao sul com a freguezia de S. Pedro de Sauipe da Torre de Garcia d’Ávila.

Não se Ihe annexou Arrayal algum por não haver visinho. nem as Fazendas e Engenhos declarados na conta inclusa do Ouvidor da Comarca desta Cidade, pelos inconvenientes e incommodos que experimentarião os seus moradores."1

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1BNRJ. Oficio de Francisco da Cunha e Meneses a S.A.R. sobre a divisão da freguesia de Inhambupe e Comarca de Água Fria. Disponível em: <http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mssp0000197/mssp0000197.pdf>. Acesso em: 02/08/2025.  


Evidências históricas da autonomia pré-1896

Além dos registros oficiais, outros elementos históricos reforçam a anterioridade da emancipação:

·       Criação da Comarca de Inhambupe

A Lei Provincial nº 51, de 21 de março de 1837, criou a Comarca de Inhambupe, o que pressupunha a existência de uma vila plenamente estruturada, com câmara, juízes e demais autoridades locais.

·       Casa de Câmara e Cadeia

O prédio que atualmente abriga a Prefeitura Municipal de Inhambupe, datado de 1845, foi originalmente destinado a sediar a Casa de Câmara e Cadeia, estrutura característica das vilas autônomas no período imperial. Registros documentais reforçam essa condição, como a ata de vereação de 5 de outubro de 1823, que atesta o exercício efetivo das funções administrativas e legislativas locais muito antes de 1896. Soma-se a isso a Representação da Câmara de Inhambupe a Sua Majestade Imperial de 1824, na qual os vereadores expunham a completa impossibilidade de arcar com a remuneração de um sargento-mor e dois ajudantes, além de denunciarem o despotismo do então capitão de ordenanças, já falecido, Domingos Ferreira Veloso, e de seus filhos — evidência clara da atuação política da Câmara e de sua autonomia administrativa no início do século XIX.

·       Registro censitário de 1872

No Censo Demográfico de 1872, Inhambupe já figura como município autônomo, reforçando que sua emancipação política se deu anteriormente à Lei Estadual nº 134/1896.

O equívoco da data de 1896 e exemplos comparativos

A Lei Estadual nº 134, de 6 de agosto de 1896, concedeu foros de cidade à sede do município de Inhambupe, ato que não criou a autonomia municipal, mas apenas mudou a designação administrativa.

Isso fica evidente ao analisarmos o seguinte fragmento:

Em virtude da Lei estadual número 134, de 6 de agosto de 1896, foram concedidos foros de cidade à sede do município de Inhambupe, que na divisão administrativa de 1911, se subdividia em 17 distritos: o da sede e os de Aporá, Calumbi, Mulungu, Caueira, Recreio, Tanquinho, Gibóia, Encantado, Serra, Lagoa, Barreiro, Jacu, Curralinho, Caetitu, Junco e Bebedouro.”2

 

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2INHAMBUPE (BA). In: ENCICLOPÉDIA dos municípios brasileiros. Rio de Janeiro: IBGE, 1958. v. 20. p. 274. Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv27295_20.pdf. Acesso em: 02 ago. 2024.

A comparação com outros municípios reforça o argumento:

  • Entre Rios foi elevada à cidade em 1938, mas comemora sua emancipação em 3 de abril de 1872, data da criação da vila.
  • Alagoinhas recebeu o título de cidade em 1880, mas celebra a emancipação em 2 de julho de 1853, quando foi elevada à vila — lembrando que Alagoinhas foi desmembrada de Inhambupe, o que torna incoerente que esta última possua “menos anos” de autonomia que a primeira.
  • Feira de Santana, por muito tempo, comemorou sua emancipação em 16 de julho de 1873 (data que foi elevada à categoria de cidade), até o Monsenhor Renato Galvão contestar a data alegando que em 13 de novembro de 1832 o governo imperial autorizou, por decreto, a criação da vila de em 18 de setembro de 1833 e que a partir desta data a mesma se tornou independente, já que dispunha de comarca, cadeia pública e câmara de vereadores, em 2000 a data de emancipação foi alterada.3

O Testemunho Silencioso de Pompílio Cavalcante

No livro Inhambupe: Esboço Histórico-Geográfico (1904), Pompílio Cavalcante de Mello não faz qualquer menção ao dia 6 de agosto de 1896. Considerando que a obra foi escrita apenas oito anos após essa data e que seu autor tinha como objetivo registrar os principais acontecimentos da história local, é improvável que ele omitisse um evento realmente relevante para a trajetória política do município.

A ausência dessa referência sugere que, para os contemporâneos de Pompílio, a elevação de Inhambupe à categoria de cidade em 1896 não representava um marco de emancipação política, mas apenas uma formalidade administrativa, sem o peso histórico que se atribui atualmente. Essa omissão reforça a tese de que a verdadeira emancipação ocorreu décadas antes, com a criação da Vila de Inhambupe de Cima e a instalação de sua Câmara de Vereadores no início do século XIX.

Considerações finais

À luz da documentação histórica e dos critérios administrativos vigentes no Brasil imperial, a emancipação política de Inhambupe ocorreu no momento de sua elevação à vila e instalação de sua Câmara de Vereadores, entre as primeiras décadas do século XIX.

A fixação de 6 de agosto de 1896 como marco de emancipação distorce a história local, pois corresponde apenas à concessão de foros de cidade — ato honorífico e desprovido de impacto jurídico-administrativo significativo.

 

 

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3SIMAS, Adilson. Por que foi modificada a data do “Dia da Cidade”. Tribuna Feirense, Feira de Santana, 18 set. 2005. Tribuna Geral, p. 2.

Recomenda-se, portanto, que a historiografia municipal e as comemorações oficiais sejam revistas, adotando-se como referência a data vinculada à instalação da vila, possivelmente 13 de março de 1802, conforme os registros da Carta Régia e das demais documentações. Tal correção contribuirá para alinhar a memória histórica de Inhambupe com a verdade documental e com a metodologia historiográfica aplicada ao estudo das emancipações municipais no Brasil.

 

Referências

http://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php…|inhambupe|infograficos:-historico acesso em 02/08/2024

Evolução Territorial e Administrativa do Estado da Bahia: Um breve Histórico - publicação SEI 2001

INHAMBUPE (BA). In: ENCICLOPÉDIA dos municípios brasileiros. Rio de Janeiro: IBGE, 1958. v. 20. p. 273-274. Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv27295_20.pdf. Acesso em: 02/08 2024.

BAHIA. Lei Estadual nº 134, de 6 de agosto de 1896

Tavares , Luis Henrique Dias – História da Bahia – Salvador; Correio da Bahia, 2000.

http://www.atom.fpc.ba.gov.br/uploads/r/arquivo-publico-do-estado-da-bahia/6/8/7/687af345c32f0caa5a5a4fadcaf40d0a08d50feb421852b97624aa337d210639/BR_BAAPEB_CIBB_COR_012_033.pdf> acesso em 29/06/2024

BRASIL. Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio. Recenseamento Geral do Império do Brasil de 1872. Rio de Janeiro: Typ. Leuzinger, 1876.

Recenseamento Geral do Brazil de 1872.  Disponível em em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv25477_v3_ba.pdf. Acesso em 04/08/2025.

SIMAS, Adilson. Por que foi modificada a data do “Dia da Cidade”. Tribuna Feirense, Feira de Santana, 18 set. 2005. Tribuna Geral, p. 2.

Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (doravante BNRJ). Relação da Freguesia do Divino Espírito Santo do Sertão do Inhambupe de Cima, apresentada pelo vigário encomendado Joaquim de Sant’Anna. Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, vol. XXXI, p. 225. Disponível em: <http://objdigital.bn.br/acervo_031_1909.pdf>. Acesso em 02/08/2025.  

BNRJ. Oficio de Francisco da Cunha e Meneses a S.A.R. sobre a divisão da freguesia de Inhambupe e Comarca de Água Fria. Disponível em: <http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mssp0000197/mssp0000197.pdf>. Acesso em: 02/08/2025.  

BNRJ. Ofício do ouvidor da comarca a D. Fernando José de Portugal sobre situação da freguesia de Inhambupe de cima e necessidade de aí ser erigida uma vila. Manuscrito. Disponível em: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mssp0000496/mssp0000496.pdf>. Acesso em: 02/08/2025.  

Representação da Câmara de Inhambupe a S.M.I. sobre a sua total impossibilidade de pagar a um sargento-mor e dois ajudantes e sobre o despotismo do capitão de ordenanças já falecido, Domingos Ferreira Veloso e seus filhos. Disponível em: https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mssp0000844/mssp0000844.pdf . Acesso em 04/08/2025

 

MARES, Estela. Evolução histórica de Inhambupe. Salvador, BA: ArtContemp,1993

 

MELLO, Pompílio Cavalcante. Inhambupe Esboço histórico-Geográfico. Salvador, BA: Escola Tipográfica Salesiana,1904.

 

https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ba/alagoinhas/historico.  Acesso em 03/08/2025

 

https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/402630/per402630_1915_00037.pdf . Acesso em 03/08/2025

 

 

 

 

 

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Carrapateiro

Carrapateiro, zona rural de Sátiro Dias. Foto Gilson Santana

O carrapateiro é uma ave falconiforme da família Falconidae. É um dos falcões mais conhecidos do Brasil. Também é conhecido pelos nomes de caracará-branco, caracaraí, caracaratinga, carapinhé, chimango, gavião-pinhé, papa-bicheira, pinhé, pinhém, chimango-branco, chimango-carrapateiro, chimango-do-campo e gavião-carrapateiro. É encontrado em todo o Brasil.

Características

Mede entre 36 e 45 centímetros de comprimento, o peso do macho varia entre 277 e 335 gramas e o da fêmea varia entre 307 e 364 gramas. Sua envergadura atinge 74 centímetros. Cabeça e corpo branco-amarelado, dorso marrom-escuro, lista pós ocular preta, asas longas com mancha branca perceptível quando em voo. A cauda é longa com larga banda terminal marrom escura.
dimorfismo sexual se apresenta numa área entre os olhos e o bico, onde o macho possui a pele nua com uma cor amarelo-alaranjada, na fêmea esta pele é de coloração rosa-pálido.

Alimentação

Alimenta-se principalmente dos parasitas de bovinos e equinos tais como bernes e carrapatos. Quando não encontra carrapatos, seu prato principal, alimenta-se de lagartas e cupins, saqueia ninhos, alimenta-se de rãs, insetos, lagartos, carniça, frutas e outras opções. Em remanescentes florestais preda parasitas de herbívoros de grande porte, como a anta e os veados. Mas esses animais não são encontrados com facilidade, nem em grande número, assim, pode-se dizer que é uma das poucas espécies que se beneficiam do desmatamento para a formação de pastos e criação de grandes rebanhos, pois encontra vasta quantidade de carrapatos. Nas regiões litorâneas se alimenta de peixes acostados pelas marés, conforme observado na Ilha do Mel.

Carrapateiro, zona rural de Inhambupe. Foto Gilson Santana.

Reprodução

Constrói grandes ninhos, de ramos secos, em palmeiras ou em outras árvores. Os ovos, de 5 a 7, são redondos, pardo-amarelos com manchas pardo-vermelhas. A fêmea encarrega-se da incubação e o macho fornece-lhe o alimento durante tal período. A incubação dos ovos dura de 21 a 23 dias. Após o nascimento dos filhotes o macho continua a alimentar a fêmea e esta, por sua vez, os jovens.

Hábitos

O carrapateiro é frequentemente encontrado nas fazendas de gado, com o qual vive associado, retirando carrapatos destes. Frequentemente é encontrado retirando carrapatos de capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris), pois estes animais, por viverem grande parte do tempo no meio aquático para proteção, acabam se tornando hospedeiros de grandes quantidades de carrapatos. Habita pastagens, campos com árvores esparsas, vizinhanças de cidades e margens de rodovias, onde costuma ficar forrageando ao redor ou pousado sobre o dorso de equinos e bovinos a procura de carrapatos e outros parasitas. Quando em sobrevoo, emite um grito agudo que soa como “pinhé” (som que é suficiente para identificá-lo), semelhante ao canto do gavião-carijó (Rupornis magnirostris). É muito visto em áreas urbanas.

Distribuição Geográfica

Ocorre da América Central ao norte do Uruguai e da Argentina e em todo o território brasileiro.


Fontes:
https://www.wikiaves.com.br/wiki/carrapateiro

https://pt.wikipedia.org/wiki/Carrapateiro

sábado, 3 de agosto de 2024

Jiboia (Boa constrictor constrictor)

 

Jiboia, zona rural de Inhambupe. Foto Gilson Santana.


jiboia é uma espécie de serpente grande e não peçonhenta, membro da família Boidae e encontrada em regiões tropicais da América do Norte, Central e do Sul, assim como em algumas ilhas no Caribe. Nove subespécies são atualmente reconhecidas, embora algumas sejam controversas.

No Brasil, existem duas subespécies: a Boa constrictor constrictor (Forcart, 1960) e a Boa constrictor amarali (Stull, 1932). A primeira é amarelada, de hábitos mais pacíficos e própria da região amazônica e do nordeste. Pode chegar a um tamanho adulto de até 4 metros, embora raramente atinja essa marca. A segunda, jiboia-amarali, pode ser encontrada mais ao sul e sudeste e algumas vezes em regiões mais centrais do país. Pode chegar a um tamanho adulto de 2 metros.

Em termos de comportamento, primeiramente, podemos dizer que a jiboia é bem ativa durante à noite, no entanto, espécimes já foram observadas de dia quando estavam em busca de abrigo. São serpentes que podem ser encontradas tanto no solo, quanto no alto das árvores.


Quando se sentem ameaçadas, elas apresentam um comportamento todo próprio. Elas simplesmente contraem o pescoço e a cabeça, e emitem uma sonoridade bem aguda, conhecida popularmente como bafo da Jiboia. Sem contar ainda que ela pode soltar fezes, e até morder o seu predador.

É considerado um animal vivíparo porque, no final da gestação, o embrião recebe os nutrientes necessários do sangue da mãe. Alguns biólogos desvalorizam essa parte final da gestação e consideram-na apenas ovovivípara porque, apesar de o embrião se desenvolver dentro do corpo da mãe, a maior parte do tempo é dedicada à incubação num ovo separado do corpo materno. A gestação pode levar seis meses, podendo haver de 12 a 64 crias por ninhada, que nascem com cerca de 48 centímetros de comprimento e 75 gramas de peso.

Detecta as presas pela percepção do movimento e do calor e as surpreende em silêncio. Alimenta-se de pequenos mamíferos (principalmente ratos), aves e lagartos que mata por constrição, envolvendo o corpo da presa e sufocando-a. A sua boca é muito dilatável e apresenta dentes serrilhados nas mandíbulas, dentição áglifa. A digestão é lenta, normalmente durando sete dias e podendo estender-se a algumas semanas, período durante o qual fica parada, num estado de torpor.

Animal muito dócil, apesar de ter fama de perigoso; não é peçonhento (apesar de sua mordida ser dolorosa e poder causar infecção) e não consegue comer animais de grande porte, sendo inofensiva para eles. É muito perseguida por caçadores e traficantes de animais, pois tem um valor comercial alto como animal de estimação, além de sua pele poder ser usada na confecção de artefatos de couro.


FONTES:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jiboia-constritora

https://www.mundoecologia.com.br/animais/ficha-tecnica-da-jiboia-peso-altura-tamanho-e-imagens/

terça-feira, 2 de julho de 2024

A participação do Município de Inhambupe na Independência da Bahia

O município de Inhambupe, localizado no estado da Bahia, desempenhou um papel significativo e muitas vezes pouco reconhecido na luta pela independência da Bahia, ocorrida em 2 de julho de 1823. Esse evento foi crucial para a consolidação da independência do Brasil, já que a Bahia foi um dos últimos redutos de resistência portuguesa no território brasileiro. A participação de Inhambupe e seus habitantes nesse processo histórico reflete a coragem e determinação do povo baiano em busca da liberdade.

Contexto Histórico

A independência da Bahia foi um processo marcado por intensos conflitos entre tropas brasileiras e portuguesas, que se estenderam desde a declaração de independência do Brasil em 1822 até a vitória definitiva dos brasileiros em 1823. A resistência na Bahia foi particularmente acirrada, com batalhas importantes ocorrendo em Salvador e em várias localidades do interior baiano.

A Contribuição de Inhambupe

Inhambupe, situado a cerca de 160 km de Salvador, era um ponto estratégico devido à sua localização geográfica e ao seu potencial agrícola. Durante o período da luta pela independência, a cidade serviu como um importante ponto de apoio logístico para as tropas brasileiras, rota de comunicação e até como lugar de prisão de tropas inimigas. Seus habitantes, movidos pelo desejo de liberdade e justiça, contribuíram de diversas formas para o esforço de guerra, tendo inclusive enviado à Cachoeira um contingente de 100 homens. A decisão de Inhambupe de enviar homens para Cachoeira reflete o comprometimento do município com a causa da independência. Esse grupo de voluntários, formado por homens corajosos e determinados, foi fundamental para fortalecer as fileiras das forças de resistência e assegurar o sucesso das operações militares contra os portugueses.

·       Recrutamento de Soldados: 

 Muitos moradores de Inhambupe se alistaram voluntariamente nas forças de resistência, juntando-se às fileiras de combatentes que enfrentaram as tropas portuguesas, ao todo foram enviados cerca de 100 homens para Cachoeira. Esses voluntários, motivados por um forte senso de patriotismo, foram fundamentais para aumentar os efetivos brasileiros.

·       Apoio Logístico e Fornecimento de Recursos: 

A região de Inhambupe, conhecida por sua produção agrícola, forneceu alimentos e outros recursos essenciais para as tropas. O apoio logístico, incluindo mantimentos e transporte, foi crucial para manter a moral e a capacidade operacional das forças brasileiras.

Entre os destaques desse esforço coletivo, merece menção o gesto do Capitão Manoel Álvares de Azevedo, que doou diversas cabeças de gado de seu próprio rebanho para o sustento das tropas que passaram pela vila. Além disso, cedeu cavalos, carros de bois e até escravizados, com o objetivo de contribuir com o transporte e as necessidades das forças que combatiam em nome da independência.

·       Participação no Conselho Interino:

Esse conselho foi um governo provisório, formado por líderes civis e militares baianos, com o objetivo de organizar a resistência à dominação portuguesa e garantir a fidelidade da província ao imperador D. Pedro I, recém-aclamado em outubro de 1822. Funcionando como a autoridade legítima da Bahia libertada, o Conselho Interino coordenava a formação de tropas, a arrecadação de recursos e a articulação política entre os municípios que já haviam aderido à causa brasileira.

O município de Inhambupe teve participação direta nesse processo. Em 14 de outubro de 1822, Simão Gomes Ferreira Veloso, representante de Inhambupe, foi escolhido juntamente com Francisco Gomes Brandão Montezuma (de Salvador) para levar ao imperador D. Pedro I um relatório oficial com as ações do Conselho e a situação da resistência baiana. Essa escolha demonstra o prestígio e a relevância de Inhambupe nas decisões políticas da época.

·       Prisão de Tropas Portuguesas:

Inhambupe ainda serviu como local de detenção de soldados inimigos. Em 28 de junho de 1823, o capitão e 26 marinheiros da escuna canhoneira portuguesa, ancorada no Rio Paraguaçu, foram presos após se renderem e transferidos para a cadeia pública de Inhambupe, evidenciando o papel estratégico do município no conflito.

 

Significado na Luta pela Independência

A contribuição de Inhambupe e de outras cidades do interior baiano destaca a importância da participação popular na luta pela independência. A vitória em 2 de julho de 1823 não foi apenas resultado de batalhas travadas nas grandes cidades, mas também de um esforço coletivo que envolveu diversas comunidades menores, que, com seus recursos e determinação, ajudaram a moldar o destino do Brasil.

“Após estes acontecimentos dezenas de famílias e soldados brasileiros começaram a deixar Salvador rumo às vilas do Recôncavo, onde começou a ganhar força a resistência à ocupação portuguesa em Salvador. Várias localidades da Bahia, entre elas: São Francisco do Conde, Cachoeira, Santo Amaro, Saubara, Nazaré, Caetité, Inhambupe, Itapicuru reuniram tropas de voluntários, reconheceram a autoridade de D. Pedro frente ao governo do Brasil e colaboraram com mantimentos e munições para compor o Exército Brasileiro, responsável pela organização da resistência no solo baiano.” (in.: INDEPENDÊNCIA DA BAHIA Sessão especial realizada no dia 4 de julho de 2011 no Plenário do Senado Federal: BRASÍLIA – DF, p. 06).

Legado e Memória

Hoje, embora muitas vezes esquecida nos relatos oficiais, a história de Inhambupe é um símbolo de resistência e bravura. A celebração do 2 de julho é um momento para refletir sobre o papel das comunidades locais na construção da nação brasileira. Honrar a memória daqueles que lutaram pela liberdade é essencial para manter vivo o espírito de independência e unidade que caracterizou essa fase decisiva da história do Brasil.

Conclusão

A importância de Inhambupe na independência da Bahia é um testemunho do impacto que pequenas comunidades podem ter em eventos históricos de grande escala. A participação ativa de seus habitantes na luta pela liberdade demonstra que a força de um povo reside em sua união e determinação. Reconhecer e valorizar essa contribuição é fundamental para preservar a história e inspirar futuras gerações a defender os valores de liberdade e justiça.

Gilson Santana dos Santos

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:

 

https://repositorio.ufba.br/bitstream/ufba/461/1/Acao%20da%20Bahia%20na%20obra%20da%20independencia%20nacional.pdf > Acesso em 30/06/2024

https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=792823>Acesso em 30/06/2024

SOUZA, Maria Aparecida Silva de. Bahia de capitania, a província 1808-1823Dissertação de Doutorado em HistóriaSão Paulo, Universidade de São Paulo 2008.

TAVARES, Luis Henrique Dias. História da Bahia. (10ª edição). São Paulo: EDUNESP: Salvador: EDUFBA, 2001.

TAVARES, Luis Henrique Dias. Independência do Brasil na Bahia. Salvador: EdUFBA, 2005.

Enciclopédia do municípios brasileiros volume XX IBGE 1958

http://www.atom.fpc.ba.gov.br/index.php/ata-de-vereacao-em-cumprimento-de-portaria-da-junta-provisoria-de-1-de-setembro-de-1823-averiguando-as-pessoas-que-mais-se-destacaram-pela-causa-da-independencia-do-brasil > acesso em 29/06/2024

http://www.atom.fpc.ba.gov.br/uploads/r/arquivo-publico-do-estado-da-bahia/6/8/7/687af345c32f0caa5a5a4fadcaf40d0a08d50feb421852b97624aa337d210639/BR_BAAPEB_CIBB_COR_012_033.pdf> acesso em 29/06/2024


 

 

 

terça-feira, 11 de junho de 2024

História do Cemitério Nossa Senhora da Conceição

 


Durante muitos séculos sepultar as pessoas dentro das igrejas era uma prática comum, principalmente entre os católicos. Essa prática tinha suas raízes na crença de que estar mais próximo dos santos e do altar da igreja garantia um lugar de repouso mais sagrado e prestigioso para os fiéis. A proximidade entre a cova e o altar dependia do prestígio social do defunto. Pobres e escravos eram enterrados do lado de fora da igreja,


Jazigo do Capitão Domingos Gomes Ferreira, Igreja da Matriz de Inhambupe.

Assento de óbito de 1840. Disponível em https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:9392-85SQ-9C?view=explore&groupId=M98J-V52


Na segunda metade do século XIX com o avanço da ciência, esses sepultamentos passaram a ser questionados. Os médicos alertavam para os problemas que essa prática tradicional católica de enterrar seus mortos no interior dos templos poderia causar. Eles afirmavam que os maus cheiros, emitidos pelos corpos em putrefação, poluíam o ar com gases e vapores que quando respirados pelas pessoas poderiam transmitir doenças.

Além das recomendações dos médicos, as autoridades também começaram a discutir a necessidade de construir cemitérios fora do espaço das igrejas. Essa discussão vai ganhar forças com a lei de 28 de outubro de 1828, que regulamentava o estabelecimento de cemitérios fora do recinto dos Templos, mas mantendo os mesmos sob a tutela das autoridades Eclesiásticas do Lugar. Com a promulgação dessa lei, inicia-se um debate nas Assembleias Legislativas provinciais para regulamentação e construção dos cemitérios na capital e no interior das províncias. Na Vila de Inhambupe, essa discussão inicia-se na primeira metade do século XIX. Quando em 1833, o padre Leonardo Lino Borges solicita às autoridades provinciais, providências orçamentárias para construção de um cemitério que se atende às necessidades da população local.

Com a agravamento das epidemias de varíola e cólera que assolavam a população de Inhambupe e região, a construção de um cemitério fora das imediações da Igreja do Divino Espírito Santo se fazia urgente e necessário, assim em 1857 a Câmara da Vila de Inhambupe solicitou ao Governo da Província verbas para a construção de um cemitério, mas o a solicitação não foi atendida.

O Uso da igreja e seu entorno como cemitério não oferecia segurança. As sepulturas eram rasas e, às vezes, emitiam odores desagradáveis e perigos, principalmente nas manhãs de verão, além disso alguns ossos de sepultamentos antigos ficavam expostos nas dependências da igreja.

Diante da gravíssima situação dos túmulos alocados na Igreja Matriz e de seus riscos à saúde pública, os reverendos lazaristas, que haviam chegado á cidade janeiro de 1872, deram os primeiros passos na execução da obra do cemitério.

Os lazaristas organizaram uma campanha afim de angariar fundos para financiar a execução da primeira etapa da obra do cemitério. Foi montada uma comissão para arrecadar dinheiro, administrar a compra do material necessário e acompanhar a realização da obra. Essa campanha conseguiu angariar 514$600 réis em dinheiro, além de voluntários para os trabalhos braçais. foram levantados os alicerces através de mutirões.

O projeto do cemitério foi elaborado pelo engenheiro Manuel Joaquim Brito, do Quarto Distrito das Obras Públicas, em data não identificada. O projeto previa a construção de uma capela, de sepulturas particulares, de sepulturas gerais, de carneiros para adultos nas laterais e para crianças na entrada. O cemitério deveria ser todo murado e arborizado. Sua localização era um pouco afastada do centro da vila, mas ainda dentro do perímetro urbano.

 

Imagem do Projeto de construção do cemitério da Vila de Inhambupe. Planta do engenheiro Manuel Joaquim Brito.

Imagem extraída de, Souza, Márcia Rita Silva. Irmandade Nossa Senhora da Conceição Imaculada dos passos: experiência associativa na Vila de Inhambupe-Bahia (1850-1889). Dissertação de Mestrado em História Regional e Local. Santo Antônio de Jesus, UNEB 2018.


Desenho da Capela de Nossa Senhora da Conceição

Imagem extraída de, Souza, Márcia Rita Silva. Irmandade Nossa Senhora da Conceição Imaculada dos passos: experiência associativa na Vila de Inhambupe-Bahia (1850-1889). Dissertação de Mestrado em História Regional e Local. Santo Antônio de Jesus, UNEB 2018.


Com a saída dos lazaristas, a comissão passou a enfrentar muitas dificuldades para dar continuidade às obras. A principal dificuldade foi os poucos recursos disponíveis, os 514$600 réis arrecadados só foram suficientes para construir os alicerces e parte do muro, e comprar o gradil de ferro. Sem recursos a Comissão se ver obrigada a parar as obras. Mas mesmo estando inacabado o cemitério passou a ser utilizado com o sepultamento de pessoas pobres e indigentes e vítimas da epidemia. Os sepultamentos eram feitos de forma desordenada e sem seguir as determinações do projeto.

Diante dessa situação em 08 de setembro de 1873, a Irmandade de Nossa Senhora da Conceição Imaculada dos Pardos através de um ofício de solicita à Presidência da Província o direito de construir e administrar o cemitério.   A proposta dos irmãos consistia em construir o cemitério com recursos próprios, estando a obra orçada em 12 ou 14 contos de réis, em contrapartida teria o direito de administrá-lo por trinta anos, sem interferência das autoridades locais, contudo a Irmandade da Conceição comprometeu-se com o sepultamento no mesmo cemitério dos pobres desvalidos.

Como não houve nenhuma objeção da   comissão responsável pelas obras do cemitério, o pedido da Irmandade foi assim atendido pelas autoridades provinciais, sem qualquer ressalva ou acréscimo.  Em 25 de setembro de 1873, a obra inacabada do cemitério foi entregue oficialmente à Irmandade. Os recursos para dar continuidade à obra viriam das economias da Irmandade e de donativos de irmãos e do povo em geral. No dia 24 de dezembro de 1874 a Irmandade de Nossa Senhora da Conceição comunicou às autoridades provinciais que as obras do cemitério tinham sido concluídas.

No decorrer das obras do cemitério, os atritos entre a Mesa diretora da Irmandade e o vigário da paróquia Antônio Lourenço Boaventura foram constantes, sendo necessário a intervenção do Governo da Província como mediador da questão. O vigário não aceitava que a administração do cemitério estivesse nas mãos da irmandade, pois segundo as Primeiras Constituições do Arcebispado da Bahia cabia ao pároco a jurisdição sobre o cemitério, e a lei imperial de 28 de outubro de 1828 também recomendava que os cemitérios nas vilas e nas cidades do Brasil Imperial fossem de responsabilidade da Autoridade Eclesiástica local. Inconformado padre Boa Ventura fez o possível para retardar a cerimônia religiosa de inauguração do cemitério, alegando que havia irregularidades na obra, e que a mesma não estava concluída de acordo com o contrato celebrado com Governo da Província e que ainda estava muito longe de ficar nas condições de poder receber a bênção reclamada. O pároco tinha interesses no descumprimento dos prazos, pois havia a possibilidade de a administração do cemitério passar para suas mãos. Apesar de todos os seus esforços o pároco teve suas alegações contestadas e até desmentida pelas autoridades, que não observaram qualquer impedimento estrutural ou de saúde pública, que justificassem o não funcionamento do cemitério. Diante da avaliação positiva emitida pelas autoridades, o Governo Provincial ordenou seu funcionamento e deu por encerrado este episódio.

Com o fim da irmandade (Em nada não identificada) a administração do cemitério passa para a paróquia do Divino Espírito Santo, que no início dos anos 90 por fim o entrega à Prefeitura Municipal de Inhambupe, que o mantém até os dias de hoje.

Entre o final dos anos 70 e início dos anos 80 a Capela Nossa Senhora da Conceição localizada no cemitério estava em ruinas e foi demolida com a promessa de se construir outra em seu lugar, mas no início dos anos 2000 como não havia mais espaço para novos sepultamentos no cemitério a área reservada para a construção da nova capela passou a ser utilizado para novas sepulturas.

No ano de 2006 como não havia mais espaço para novos túmulos o cemitério passou por uma pequena ampliação, o muro frontal foi derrubado e construído outro cerca de 40 metros á frente ocupando uma área onde antes era um canteiro e um jardim. Dessa forma o cemitério ganhou uma área de aproximadamente de 1400m2.

Cemitério antes da ampliação, junho de 2001. Fonte: Google Earth

Cemitério depois da ampliação 2024, Fonte: https://www.bing.com/maps


Foto dos canteiros que ficavam na frente do cemitério, antes da ampliação. Fonte: Fotografia aérea dos anos 80.

Essa ampliação não foi suficiente e atualmente o cemitério Nossa Senhora da Conceição não dispõe mais de espaço para novos sepultamentos, sendo utilizado somente pelas famílias que já dispõe de jazigos antigos. Outro cemitério foi construído no povoado de Juazeiro e é onde se realiza hoje a maioria dos sepultamentos.



Referencias bibliográficas:

Souza, Márcia Rita Silva. Irmandade Nossa Senhora da Conceição Imaculada dos passos: experiência associativa na Vila de Inhambupe-Bahia (1850-1889). Dissertação de Mestrado em História Regional e Local. Santo Antônio de Jesus, UNEB 2018.

https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/um-certo-cheiro-do-altar-a-vida-antes-dos-cemiterios.phtml

Registros paroquiais, 1732-1902. Paróquia do Divino Espírito Santo Inhambupe. Disponível em: https://www.familysearch.org/

Relato oral do Sr. Valdomiro Alves de Souza (Miro), funcionário do cemitério á mais de 30 anos.