Raposa (Lycalopex vetulus), BR 110 Inhambupe
Mão-Pelada, Guaxinim (Procyon cancrivorus) BR 110 Inhambupe
Gato-mourisco ou jaguarundi (Herpailurus yagouaroundi) estrada vicinal zona rural de Inhambupe
A perca de seus habitats tem levado várias espécies de
animais silvestres a procurarem alimentos em áreas urbanas e com isso o número
de animais atropelados tem aumentado assustadoramente.
Um estudo da UFLA (Universidade Federal de Lavras) estima
que a cada um segundo 17 animais vertebrados morrem atropelados nas rodovias do
país. Com uma malha rodoviária de cerca de 1,7 milhão de quilômetros, segundo
levantamento da CNT (Confederação Nacional do Transporte), o Brasil é um dos
países do mundo que mais registra atropelamentos de animais.
Segundo Alex Bager, professor da UFLA, cerca de 475 milhões
de animais são atropelados por ano, sendo que os pequenos vertebrados,
representados por todos os anfíbios, roedores, pequenas aves, cobras e
lagartos, são os mais afetados pelos atropelamentos nas estradas, representando
90% de todos os animais mortos.
As sete rodovias com maior índice de registros de
atropelamentos de animais são:
1) BR-110 - Dois trechos dessa via que merecem atenção
redobrada dos motoristas é o próximo a São Sebastião do Passé e Alagoinhas,
ambos na Bahia.
2) BR-101 - O trecho da rodovia próximo da Reserva Biológica
Sooretama, no Espírito Santo, é um dos que mais registra atropelamentos de
animais.
3) BR-471 - Localizada no extremo Sul do Brasil, o trecho
que mais requer atenção do motorista para risco de acidentes com animais é
entre Pelotas e Chuí, no Rio Grande do Sul.
4) BR-262 - A rodovia requer atenção do motorista
principalmente no trecho entre Três Lagoas e Corumbá, no Mato Grosso do Sul.
5) BR-163 - Segundo pesquisadores, o risco de atropelamento
se concentra em todo o trecho da rodovia que liga duas capitais do Centro-Oeste
brasileiro: Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT).
6) BR-153 - O maior risco de acidente com animais é no
trecho entre Araguaína (TO) até Marabá (PA).
7) MS-040 - A rodovia estadual, entre Brasilândia e Santa
Rita do Pardo, ambos municípios do Mato Grosso Sul, também aparece na lista das
rodovias mais perigosas para sofrer acidentes com animais.
Medidas que diminuem o risco à fauna
Cercamento: são estruturas instaladas entre a rodovia e o
ambiente do entorno de forma a impedir o acesso dos animais à pista de rodagem
e conduzi-los às estruturas de travessia segura.
Passagem inferior de fauna: são estruturas especialmente
projetadas para a travessia de fauna sob a rodovia, podendo ser secas ou
mistas, dependendo das características dos animais do grupo-alvo.
Passagem superior de fauna: também chamadas de passagens
aéreas de fauna ou pontes de dossel, as passagens superiores de fauna são
estruturas eficazes para mitigar a fragmentação de ambientes interceptados por
estradas e rodovias.
Viadutos para a fauna: os viadutos vegetados de fauna são
estruturas construídas sobre as rodovias e ferrovias para manter a
conectividade dos habitats, servindo tanto como passagem de fauna como habitat
intermediário para pequenas espécies.
Redutores de velocidade: reduzir a velocidade é uma das
medidas para diminuir acidentes na pista e o número de colisões veiculares com
fauna. A velocidade reduzida oferece maior margem de tempo para o motorista
perceber o animal e evitar a colisão, além de possibilitar que o animal perceba
o veículo e consiga se afastar a tempo.
Placas de sinalização: placas de alerta de vida silvestre
são a forma mais usada e difundida de mitigação de colisões veiculares com
fauna em rodovias.
Faixa de travessia para a fauna: uma nova estratégia para
redução de colisões com animais na pista viralizou recentemente na internet.
Trata-se de uma sinalização especial, parecida com uma faixa de pedestres, mas
colorida com imagens de patas de animais. O objetivo é alertar os motoristas
sobre os pontos de passagem frequente de animais silvestres.
Aplicativos para smartphone: uma das medidas mais recentes é
um aplicativo para celulares, que emite alertas sonoros e visuais quando o
usuário entra em uma zona de risco para colisões com animais e acidentes de
trânsito. Exemplos: o aplicativo Waze, o aplicativo U-Safe, idealizado pela
Environbit, e o aplicativo Heróis da Estrada, desenvolvido pelo Projeto
Bandeiras e Rodovias.
O que fazer se encontrar um animal ferido na pista
O que fazer: Acione ajuda o mais rápido possível. Seu
chamado pode ajudar a salvar um animal ferido. Nas rodovias, é possível contar
com a ajuda de alguns órgãos responsáveis, que possuem profissionais treinados
para o resgate e destinação do animal ferido, como Polícia Militar Ambiental,
empresa concessionária da rodovia, bombeiros e Polícia Federal Rodoviária.
O que não fazer: Em hipótese alguma, toque ou se aproxime do
animal. Os animais silvestres feridos estão num estado extremo de estresse.
Isso pode levá-los ao estado de alerta e a atacar por se sentirem ameaçados,
por exemplo, na presença de um humano.
Não leve o animal para casa, nem para outro lugar. Transportar
animal silvestre sem autorização é crime ambiental e pode colocar sua vida e a
do animal em risco. Caso o animal morra, não toque nele. Algumas doenças podem
ser transmitidas mesmo após a morte e, para sua saúde e segurança, é melhor não
tocar.
Fonte:
uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2024/02/26/o-que-rodovias-estao-fazendo-para-evitar-acidentes-com-animais.htm#:~:text=Pequenos%20ou%20grandes%2C%20animais%20são,atropelados%20nas%20rodovias%20do%20país.