terça-feira, 30 de abril de 2024

Alpaida carminea

Alpaida carminea, zona rural do município de Sátiro Dias. Foto Gilson Santana
 

Alpaida carminea é uma espécie de aranha tecedora de orbe do gênero Alpaida , família Araneidae , ordem Araneae . ​Foi descrito por Taczanowski em 1878.

Está distribuído por toda a América do Sul: Peru, Brasil, Paraguai e Argentina. Foi publicado em Les Aranéides du Pérou central. Horae Societatis Entomologicae Rossicae 14: 140-, 175.


FONTE:

https://es.wikipedia.org/wiki/Alpaida_carminea





segunda-feira, 29 de abril de 2024

Corredeira-verde/cobra-cipó (Philodryas olfersii)

Cobra-cipó, zona rural de Sátiro Dias. Foto de Gilson Santana
 


A serpente  Philodryas olfersii apresenta coloração verde com uma faixa longitudinal de cor marrom no dorso, que vai da cabeça até a cauda. Conhecida como cobra cipó ou cobra verde, a espécie tem um tamanho mediano, atingindo cerca de 1,5 m de comprimento total, e com cauda relativamente longa, que corresponde entre 23 e 36% do tamanho corporal.  As fêmeas atingem maior tamanho corporal que os machos. Este ofídio pertencente à família Dipsadidae tem ampla distribuição na América do Sul. No Brasil são encontrados desde o Amazonas até o Rio Grande do Sul. Habita áreas abertas, como o cerrado e matagal árido (Caatinga), mas é mais provável de ser encontrada em zonas de transição e nas florestas. Possui atividade diurna e alimenta-se de pequenos mamíferos, aves, anuros e lagartos. É ovípara, havendo registros de desovas constituídas por sete e oito ovos. Seu comportamento defensivo consiste basicamente em fugir rapidamente pelo chão ou sobre a vegetação, porém quando acuada ou capturada, morde com extrema agilidade.

A espécie que até então era considerada não peçonhenta, entra na lista das serpentes peçonhentas. Há casos de envenenamento humano relatados na literatura e o óbito de uma criança de dez meses, ocorrido em 1993, no Brasil, na cidade de Caçapava do Sul, RS.

As características clínicas dos episódios de intoxicação em seres humanos causados por esta serpente incluem edema (inchaço), eritema e equimoses (manchas escuras), linfadenopatia regional (dilatação de linfonodos), efeitos neurotóxicos e miotóxica. Estes sintomas são parecidos aos do envenenamento botrópico (jararaca), isso porque o veneno da serpente Philodryas olfersii é composto de enzimas que são biologicamente semelhantes aos do veneno botrópico. Muitas vezes, devido a não identificação da cobra e o quadro clínico apresentado, a vítima da P. olfersii é tratada como se tivesse sido mordida por serpentes do gênero Bothrops.

Há uma baixa incidência de acidentes causados por P. olfersii  devido à anatomia dos dentes, pois são serpentes opistóglifas, ou seja, possui o dente inoculador de veneno situado no fundo da boca, na porção posterior do maxilar superior, dificultando a inoculação do veneno.

Não existe soro específico para acidentes com a cobra cipó. Uma vez que a cobra foi identificada, o tratamento é realizado observando-se os sintomas apresentados pela vítima que incluem a administração de analgésicos, anti-inflamatórios e controle de diurese.

Mesmo sabendo que pequenas proporções dos acidentes por P. olfersii causam envenenamento humano é necessário um maior investimento no estudo das toxinas dessas serpentes e até mesmo a produção de um soro específico para o tratamento, uma vez que a falha em neutralizar as toxinas poderia comprometer a região afetada e órgãos ou causar a morte.


FONTES:

https://blog.portaleducacao.com.br/nao-se-engane-com-a-cobra-cipo-envenenamento-por-philodryas-olfersii/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Philodryas_olfersii

https://www.biologohenrique.com/acidentes/philodryas

domingo, 28 de abril de 2024

Dia Nacional da Caatinga

 


Caatinga, zona rural do município de Inhambupe. Foto Gilson Santana

Neste dia 28 de abril comemoramos o Dia Nacional da Caatinga. A Caatinga é exclusiva do Brasil, localiza-se inteiramente na região do Semiárido, e ocupa cerca de 11% do território nacional e 70% da Região Nordeste. Apresenta uma grande biodiversidade. Seu nome deriva da língua Tupi, significa “mata branca”, em referência ao aspecto claro da vegetação que frequentemente perde as folhas durante a estação seca do ano.

Caatinga, Zona rural de Sátiro Dias. Foto Gilson Santana

Com uma biodiversidade única, a Caatinga abriga diversas espécies de fauna e flora, somente de plantas, por exemplo, são 4.963 espécies registradas, muitas das quais são endêmicas, ou seja, ocorrem apenas nessa região.

Caatinga, zona rural de Aporá. Foto Gilson Santana

A "fauna da Caatinga é bastante diversificada, mas não tão conhecida, havendo diversas espécies de animais endêmicos. Os animais que se encontram na região abrangida por esse bioma apresentam características de adaptação ao clima, assim como as plantas, como o desenvolvimento de hábitos noturnos, comportamentos migratórios e “hibernações" (capacidade de algumas espécies de lidar com condições climáticas hostis).

Falcão carrapateiro, zona rural de Inhambupe. Foto Gilson Santana

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a Caatinga apresenta:

178 espécies de mamíferos;

591 espécies de aves;

117 espécies de répteis.

117 espécies de répteis;

79 espécies de anfíbios;

241 espécies de peixes;

221 espécies de abelhas.

Dos animais encontrados nesse bioma, destacam-se:"

Apesar de sua importância, a Caatinga segue ameaçada, cuja área corresponde a mais desmatada do país, principalmente por atividades de pecuária e agricultura, em grande parte, para subsistência de pequenas propriedades agrícolas localizadas no Semiárido. A degradação do solo e a diminuição da cobertura vegetacional também têm contribuído para o aumento da desertificação.

Desse modo, o Dia Nacional da Caatinga (28 de abril) se revela uma data importante de mobilização social sobre o alarmante estado de ameaça e a necessidade de preservar essa região. São urgentes ações de reflorestamento, incentivos à agricultura sustentável e educação ambiental, além de ampliação da cobertura de unidades de conservação e criação de novas. Essas medidas podem ser fomentadas pelo poder público e cobradas pela sociedade civil para proteger a Caatinga e garantir a sobrevivência das espécies que habitam essa região única no mundo.

Flor silvestre, zona rural de Inhambupe. Foto Gilson Santana,

 FONTES:

https://www.gov.br/insa/pt-br/assuntos/noticias/28-de-abril-dia-nacional-da-caatinga#:~:text=A%20degrada%C3%A7%C3%A3o%20do%20solo%20e,necessidade%20de%20preservar%20essa%20regi%C3%A3o.

https://brasilescola.uol.com.br/brasil/caatinga.htm

Caranguejeira-Joia-Brasileira (Typhochlaena seladonia)

 

                    

Caranguejeira-Joia-Brasileira, zona rural do município de Inhambupe. Foto Gilson Santana

Caranguejeira-Joia-Brasileira, zona rural do município de  Sátiro Dias. Foto Gilson Santana




A tarântula joia brasileira, embora não sejam frequentemente vistas , são uma das aranhas mais lindas que se conhece até o dia de hoje. Um aranha de alçapão arborícola anã impressionante, cheia de cor e coragem. Elas compõem seus alçapões como um artista pintando sua própria casa. A Tarântula seladonia arranca pedaços de casca e líquen da árvore na qual estão construindo o alçapão para construir uma pele (tampa) altamente camuflada. Até recentemente, pouco se sabia sobre essa espécie. Hoje em dia, existem várias dezenas de espécimes nos Estados Unidos (muitas levadas de maneira ilegal), que se tornarão mais comuns com o tempo.


INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS

Nome científico: Typhochlaena seladonia

Família: Theraphosidae

Subfamília: Aviculariinae.

Também conhecido como: Tarântula Joia Brasileira

Tipo: Aranha arborícola.

Categoria: Tarântula do Novo Mundo.

Cerdas urticantes: sim (abdômen).

Área de ocorrência: Bahia e Sergipe – Brasil (devido ao estudo limitado e à impossibilidade de localizar, sua verdadeira extensão de distribuição ainda é desconhecida).

Comprimento do corpo: ≤ 2-3 cm.

Envergadura de pernas: ≤ 4-5 cm.

Taxa de crescimento: Médio.

Expectativa de vida: As fêmeas podem atingir a idade de 10 a 12 anos. Os machos vivem de 3 a 5 anos.

Comportamento: Em caso de estresse ela correrá, diferente das tarântulas da Subfamília Theraphosinae as aranhas da subfamília Aviculariinae não lançam cerdas urticantes, soltando-as apenas por fricção não própria. Elas fazem belas tocas de alçapão sob os troncos das arvores, camufladas com o que podem encontrar ao seu redor. Os pequenos saltos que eles fazem são notáveis. De modo geral, essa espécie pode ser considerada uma espécie bastante calma e tranquila.

INFORMAÇÃO GERAIS

Elas são encontrada principalmente em uma espécie de árvore chamada  Cajueiro-bravo (Curatella americana), sob a casca e em interseções de galhos próximos à parte inferior das árvores. 

FONTES:

https://tocadastarantulas.travel.blog/2021/06/04/typhochlaena-seladonia/

https://www.inaturalist.org/taxa/836415-Typhochlaena-seladonia

https://www.scielo.br/j/rbzool/a/DQQR5LcRZR959PYjftcwmyh/

quarta-feira, 24 de abril de 2024

Jandaia-de-testa-vermelha (Aratinga auricapillus)

Jandaia-de-testa-vermelha, zona urbana do município de Inhambupe. Foto Gilson Santana


A jandaia-de-testa-vermelha (Aratinga auricapillus) é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Também conhecida como jandaia-mineira.

Características

Mede cerca de 30 centímetros de comprimento e pesa 130 gramas. Verde escura, somente com a parte anterior da cabeça e abdômen de coloração vermelho alaranjado lavados, sem o brilho encontrado na testa da ave. A testa, os lores e região orbital são de coloração vermelho alaranjado intenso, a coroa é amarela brilhante. As asas são verdes e apresentam as alulas azuis, as coberteiras primárias azuladas criando uma bela faixa azul na porção mediana da asa verde. As rêmiges primárias são verdes com as pontas azuladas. A cauda é longa, azul esverdeada e sem brilho.
O bico é escuro, quase preto, os olhos apresentam um anel periocular escuro e a íris cinza. Os tarsos e pés são cinza escuros.
Não há diferenças externas aparentes entre machos e fêmeas.

Subespécies

Possui duas subespécies:

  • Aratinga auricapillus auricapillus (Kuhl, 1820) - ocorre no Brasil no estado da Bahia, Alagoas e Sergipe;
  • Aratinga auricapillus aurifrons (Spix, 1824) - ocorre no Sudeste do Brasil do sul do estado da Bahia até o Sul do estado do Paraná.

Alimentação

O comportamento alimentar da jandaia-de-testa-vermelha é classificado como frugívoro. No entanto, tem outras fontes de alimento, incluindo sementes, pétalas e botões de flores, néctar e líquens. Durante um estudo de 2010 a 2012 sobre os hábitos alimentares das jandaias-de-testa-vermelha, observou-se que os pássaros ignoravam principalmente o exocarpo e o mesocarpo ou as camadas externas dos frutos para comer as sementes dentro. Entre os alimentos ingeridos, os pesquisadores observaram que comiam vários materiais vegetais de mutambamilho , paineiragoiabeiraamendoim-bravo e cinamomo . Além disso, a crescente paisagem antropogênica em torno do habitat da jandaia-de-testa-vermelha levou a um aumento no consumo de sementes e frutas exóticas cultivadas, incluindo cítricos, mamãomanga e milho.

Reprodução

Os casais nidificam isoladamente em ocos de pau, paredões de pedra e também embaixo de telhados de edificações humanas, o que ajuda muito na sua ocupação de espaços urbanos. Mantêm-se discretos quando nidificam em habitações, chegando e saindo do ninho silenciosamente e esperando pousados em árvores até que possam voar para o ninho sem serem percebidos. Como a maior parte dos psitacídeos, não coletam materiais para a construção do ninho, colocando e chocando os ovos diretamente sobre o solo do local de nidificação. Podem botar de 3 a 4 ovos. O período de incubação dos ovos de 24 dias.

Hábitos

Vive em bandos grandes, compostos de 30 a 40 aves ou mais, que dormem coletivamente em variados lugares.

Distribuição Geográfica

Ave endêmica do Brasil, habitando da Bahia ao norte do Paraná, Minas Gerais e sul de Goiás.

Em Inhambupe, no interior do estado da Bahia, são frequentemente vistos em bandos barulhentos , deslocando-se com bastante velocidade. Podemos vê-los facilmente em praticamente qualquer mata, e também  no centro  da cidade,  em praças e áreas verdes .


Conservação

Embora observado em declínio devido ao desmatamento com base em dados registrados nas áreas afetadas, as jandaias-de-testa-vermelha são mais comumente encontrados fora das florestas primárias e têm uma distribuição populacional em toda a Guiana, Brasil e Paraguai.Durante um levantamento publicado em 2018 de espécies de aves locais em Minas Gerais, no Brasil, receberam uma Frequência de Ocorrência “Frequente” em toda a região, e outros levantamentos relatando avistamentos no Parque Nacional da Chapada Diamantina e na Serra de Ouricana revelaram que a pequena população de jandaias-de-testa-vermelha consegue relativamente manter seus números.Os esforços de conservação direcionados às jandaias-de-testa-vermelha e à proteção de seu habitat também ajudaram a retardar o declínio, mas uma preocupação contínua com a possibilidade de caçadores furtivos que capturam pássaros exóticos como animais de estimação e a perda de habitat para gado, café, cana-de-açúcar e fazendas de soja mantém a espécie na categoria “quase ameaçada” na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (UICN / IUCN).Em 2005, foi classificada como vulnerável na Lista de Espécies da Fauna Ameaçadas do Espírito Santo; em 2014, como pouco preocupante no Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no Estado de São Paulo;e como Lista Vermelha do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

 Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jandaia-de-testa-vermelha
https://www.wikiaves.com.br/wiki/jandaia-de-testa-vermelha

terça-feira, 23 de abril de 2024

A cada um segundo 17 animais vertebrados morrem atropelados nas rodovias do país

 

Raposa (Lycalopex vetulus), BR 110 Inhambupe


Mão-Pelada, Guaxinim (Procyon cancrivorus) BR 110 Inhambupe


  Gato-mourisco ou jaguarundi (Herpailurus yagouaroundi) estrada vicinal zona rural de Inhambupe


A perca de seus habitats tem levado várias espécies de animais silvestres a procurarem alimentos em áreas urbanas e com isso o número de animais atropelados tem aumentado assustadoramente.

Um estudo da UFLA (Universidade Federal de Lavras) estima que a cada um segundo 17 animais vertebrados morrem atropelados nas rodovias do país. Com uma malha rodoviária de cerca de 1,7 milhão de quilômetros, segundo levantamento da CNT (Confederação Nacional do Transporte), o Brasil é um dos países do mundo que mais registra atropelamentos de animais.

Segundo Alex Bager, professor da UFLA, cerca de 475 milhões de animais são atropelados por ano, sendo que os pequenos vertebrados, representados por todos os anfíbios, roedores, pequenas aves, cobras e lagartos, são os mais afetados pelos atropelamentos nas estradas, representando 90% de todos os animais mortos.





As sete rodovias com maior índice de registros de atropelamentos de animais são:

1) BR-110 - Dois trechos dessa via que merecem atenção redobrada dos motoristas é o próximo a São Sebastião do Passé e Alagoinhas, ambos na Bahia.

2) BR-101 - O trecho da rodovia próximo da Reserva Biológica Sooretama, no Espírito Santo, é um dos que mais registra atropelamentos de animais. 

3) BR-471 - Localizada no extremo Sul do Brasil, o trecho que mais requer atenção do motorista para risco de acidentes com animais é entre Pelotas e Chuí, no Rio Grande do Sul.

4) BR-262 - A rodovia requer atenção do motorista principalmente no trecho entre Três Lagoas e Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

5) BR-163 - Segundo pesquisadores, o risco de atropelamento se concentra em todo o trecho da rodovia que liga duas capitais do Centro-Oeste brasileiro: Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT).

6) BR-153 - O maior risco de acidente com animais é no trecho entre Araguaína (TO) até Marabá (PA).

7) MS-040 - A rodovia estadual, entre Brasilândia e Santa Rita do Pardo, ambos municípios do Mato Grosso Sul, também aparece na lista das rodovias mais perigosas para sofrer acidentes com animais.


Medidas que diminuem o risco à fauna

Cercamento: são estruturas instaladas entre a rodovia e o ambiente do entorno de forma a impedir o acesso dos animais à pista de rodagem e conduzi-los às estruturas de travessia segura.

Passagem inferior de fauna: são estruturas especialmente projetadas para a travessia de fauna sob a rodovia, podendo ser secas ou mistas, dependendo das características dos animais do grupo-alvo.

Passagem superior de fauna: também chamadas de passagens aéreas de fauna ou pontes de dossel, as passagens superiores de fauna são estruturas eficazes para mitigar a fragmentação de ambientes interceptados por estradas e rodovias.

Viadutos para a fauna: os viadutos vegetados de fauna são estruturas construídas sobre as rodovias e ferrovias para manter a conectividade dos habitats, servindo tanto como passagem de fauna como habitat intermediário para pequenas espécies.

Redutores de velocidade: reduzir a velocidade é uma das medidas para diminuir acidentes na pista e o número de colisões veiculares com fauna. A velocidade reduzida oferece maior margem de tempo para o motorista perceber o animal e evitar a colisão, além de possibilitar que o animal perceba o veículo e consiga se afastar a tempo.

Placas de sinalização: placas de alerta de vida silvestre são a forma mais usada e difundida de mitigação de colisões veiculares com fauna em rodovias.

Faixa de travessia para a fauna: uma nova estratégia para redução de colisões com animais na pista viralizou recentemente na internet. Trata-se de uma sinalização especial, parecida com uma faixa de pedestres, mas colorida com imagens de patas de animais. O objetivo é alertar os motoristas sobre os pontos de passagem frequente de animais silvestres.

Aplicativos para smartphone: uma das medidas mais recentes é um aplicativo para celulares, que emite alertas sonoros e visuais quando o usuário entra em uma zona de risco para colisões com animais e acidentes de trânsito. Exemplos: o aplicativo Waze, o aplicativo U-Safe, idealizado pela Environbit, e o aplicativo Heróis da Estrada, desenvolvido pelo Projeto Bandeiras e Rodovias. 

O que fazer se encontrar um animal ferido na pista

O que fazer: Acione ajuda o mais rápido possível. Seu chamado pode ajudar a salvar um animal ferido. Nas rodovias, é possível contar com a ajuda de alguns órgãos responsáveis, que possuem profissionais treinados para o resgate e destinação do animal ferido, como Polícia Militar Ambiental, empresa concessionária da rodovia, bombeiros e Polícia Federal Rodoviária.

O que não fazer: Em hipótese alguma, toque ou se aproxime do animal. Os animais silvestres feridos estão num estado extremo de estresse. Isso pode levá-los ao estado de alerta e a atacar por se sentirem ameaçados, por exemplo, na presença de um humano.

Não leve o animal para casa, nem para outro lugar. Transportar animal silvestre sem autorização é crime ambiental e pode colocar sua vida e a do animal em risco. Caso o animal morra, não toque nele. Algumas doenças podem ser transmitidas mesmo após a morte e, para sua saúde e segurança, é melhor não tocar.

Fonte:

uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2024/02/26/o-que-rodovias-estao-fazendo-para-evitar-acidentes-com-animais.htm#:~:text=Pequenos%20ou%20grandes%2C%20animais%20são,atropelados%20nas%20rodovias%20do%20país.


segunda-feira, 22 de abril de 2024

Carcará (Caracara plancus)

Carcará, zona rural do município de Inhambupe. Foto Gilson Santana

O carcará é uma espécie de ave de rapina da Ordem Falconiformes, Família Falconidae. Mede cerca de 50 a 60 cm de comprimento (da cabeça à cauda) e sua envergadura varia em torno de 123 cm. Habita o centro e o sul da América do Sul. Também é conhecido pelos nomes: caracará, carancho, caranjo, caracaraí e gavião-de-queimada Taxonomicamente, o carcará não é uma águia, mas um parente distante dos falcões. Etimologia Caracará e carcará vêm do tupi karaka'rá - onomatopeia para o som que emite.Eliminada Carancho vem do tupi ka'rãi, "arranhar, rasgar com as unhas. 

 Características

 Medindo cerca de 50-60 centímetros da cabeça a cauda, o peso do macho é de 834 g; a fêmea pesa 953 g e mede cerca de 123 centímetros de envergadura; o carcará é facilmente reconhecível quando pousado, pelo fato de possuir uma espécie de solidéu preto sobre a cabeça, assim como um bico adunco e alto, que assemelha-se à lâmina de um cutelo; a face é vermelha. É recoberto de preto na parte superior e possui o peito de uma combinação de marrom claro com riscas pretas, de tipo “carijó”; patas compridas e de cor amarela; em voo, assemelha-se a um urubu, mas é reconhecível por duas manchas de cor clara na extremidade das asas. Deve seu nome à vocalização que emite. O peso varia de 786-953 gramas. Para melhor identificação desta ave em voo, basta perceber que sua asa é mais estreita (fina) do que a de um urubu, e a cauda também mais longa.

Alimentação

Não é um predador especializado, e sim um generalista e oportunista, assim como o seu parente próximo, o carrapateiro (Milvago chimachima). Onívoro, alimenta-se de quase tudo o que acha, de animais vivos ou mortos até o lixo produzido pelos humanos, tanto nas áreas rurais quanto urbanas. Adaptou-se à presença humana, comendo restos de comida no lixo das casas ou as vísceras de peixe nos acampamentos de pescadores . Suas estratégias para obtenção de alimento são variadas: caça lagartos, cobras, sapinhos e caramujos; rouba filhotes de outras aves, até de espécies grandes como garças, colhereiros e tuiuiús (Jabiru mycteria); arranha o solo com os pés em busca de amendoim e feijão; apanha frutos de dendê; ataca filhotes recém-nascidos de cordeiros e outros animais. Também segue tratores que estão arando os campos, em busca de minhocas e larvas ou pequenos vertebrados, como anfíbios. É muito comum ser avistado ao longo das rodovias para alimentar-se dos animais atropelados. Fica nas proximidades dos ninhais para comer restos de comida caídos no chão, ovos ou filhotes deixados sem a presença dos pais. Chega a reunir-se a outros carcarás para matar uma presa maior. É também uma ave comedora de carniça e é comumente visto voando ou pousado junto a urubus pacificamente, principalmente ao longo de rodovias ou nas proximidades de aterros sanitários e locais de depósito de lixo. Dois hábitos pouco conhecidos são a caça de crustáceos nos manguezais (seja entrando na água para abocanhar os que estão perto, ou percorrendo o mangue a pé, na maré baixa) e a pirataria (o fato de perseguir gaivotas e águias-pescadoras (Pandion haliaetus), forçando-as a deixar a presa cair, que apanha em voo).

Reprodução

Constrói um ninho com galhos em bainhas de folhas de palmeiras ou em outras árvores. Usa ninho de outras aves também. A postura do carcará é composta de dois ou três ovos, sendo raro encontrar um quarto ovo. A coloração dos ovos está entre o branco e o castanho avermelhado, podendo variar nas tonalidades existentes entre essas cores. Os ovos possuem manchas vermelhas ou castanhas e medem cerca de 56 a 61 mm de comprimento por 44 a 47 mm de largura. A incubação dura cerca de 28 dias e é feita por ambos os pais. O filhote sai do ninho por volta do terceiro mês de vida, mas continua demandando os cuidados dos pais por mais algum tempo. Segundo (Antas, 2005; Sick, 1997) os pais criam somente um filhote por temporada.

Hábitos

Vive solitário, aos pares ou em grupos, beneficiando-se da conversão da floresta em áreas de pastagem, como aconteceu no leste do Pará. Pousa em árvores ou cercas, sendo frequentemente observado no chão, junto a queimadas e ao longo de estradas. Passa muito tempo no chão, ajudado pelas suas longas patas adaptadas à marcha, mas é também um excelente voador e planador; costuma acompanhar as correntes de ar ascendentes. Durante a noite ou nas horas mais quentes do dia, costuma ficar pousado nos galhos mais altos, sob a copa de árvores isoladas ou nas matas ribeirinhas.
Para avisar os outros carcarás de seu território ou comunicação entre o casal, possui um chamado que origina o seu nome comum, “carcará”. Nesse chamado, dobra o pescoço e mantém a cabeça sobre as costas, enquanto emite o som (algumas espécies de aves de rapina têm o mesmo habito de dobrar o pescoço para trás quando emitem som). É visto com frequência em áreas urbanas.
Allopreening: comportamento social onde indivíduos de determinada espécie executam a limpeza em outro indivíduo pertencente ao seu grupo social.
Os motivos mais aceitos para este comportamento são remoção de ectoparasitos, posicionamento hierárquico e restabelecimento do bom convívio.
Allopreening entre duas espécies de famílias diferentes (Cathartidae e Falconidae), uma necrófaga e a outra predadora, torna o entendimento deste comportamento, além de difícil, ainda mais belo. Muitas vezes incluem-se em bandos de urubus (principalmente urubus-de-cabeça-preta), compartilhando o alimento.

Distribuição Geográfica

Possui uma distribuição geográfica ampla, que vai da Argentina até o sul dos Estados Unidos, ocupando toda uma variedade de ecossistemas, fora a cordilheira dos Andes. Sua maior população se encontra no sudeste e nordeste do Brasil.

Referências culturais

A espécie inspirou, em 1965, a canção "Carcará", de João do Vale, que foi interpretada por Maria Bethânia no espetáculo Opinião. Há menção à ave na música Caça e Caçador, da banda Angra. O carcará esteve presente na telenovela da Rede Globo Roque Santeiro, de 1985. O apelido do protagonista Roque Santeiro dado pelo seu adversário Sinhozinho Malta era Carcará Sanguinolento.

Além disso, Carcará é o nome do personagem líder do bando de cangaceiros no livro da pernambucana Frances Peebles que virou filme e foi transformado em minissérie, Entre Irmãs. A alcunha lhe foi dada por ter "arrancado os olhos" de um de seus inimigos, por vingança.

Clubes de futebol do Nordeste, como o Alagoinhas Atlético Clube, de Alagoinhas, Bahia; o Salgueiro Atlético Clube, de Salgueiro, Pernambuco, o Mossoró Esporte Clube, de Mossoró, Rio Grande do Norte têm como mascote o carcará, exibindo a ave nos seus escudos. Na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais o time de Futebol Americano da Universidade Federal de Ouro Preto se chama Ouro Preto Carcarás.


FONTES: 

https://www.wikiaves.com.br/wiki/carcara

https://pt.wikipedia.org/wiki/Carcar%C3%A1

domingo, 21 de abril de 2024

Tuim ( Forpus xanthopterygius)

Tuim, zona urbana, município de Inhambupe.. Foto Gilson Santana

O tuim, também chamado popularmente de chuim, periquitinho, pacu ou papacu (Ceará), cuiúba ou cuiubinha (Baixo Sul da Bahia), periquito de velame (aqui na nossa região), periquito -do-agreste (Sul do Piauí), verdilim, tapacu (Rio Grande do Norte), tuí, periquito-da-quaresma e periquito-do-reino. É o menor psitacídeo do Brasil. 

  Características 

 É a menor ave da família dos papagaios e periquitos no Brasil, com o corpo todo verde, um pouco mais escuro nas costas mede 12 centímetros de comprimento e pesa em media 26 gramas. O bico é pequeno e cinza claro. Possui dimorfismo sexual, uma característica rara nas espécies brasileiras da família. O macho é verde-amarelado, com uma grande área azul na superfície inferior da asa e no baixo dorso; algumas penas na dobra da asa, ombros, parte inferior das costas, e coberteiras caudais são de uma cor azul-violeta. Testa, coroa e lados da cabeça mais esverdeados; parte inferior da cauda verde. A fêmea é totalmente verde, sendo amarelada na cabeça e nos flancos. A cauda curta forma a silhueta característica e diferencia o tuim do periquito. 

  Alimentação 

 Procuram seu alimento tanto nas copas das árvores mais altas, como em certos arbustos frutíferos. Subindo na ramaria utilizam o bico como um terceiro pé; usam as patas para segurar a comida, levando ao bico. Gostam mais das sementes do que da polpa da frutas. São atraídos por árvores frutíferas como mangueiras, jabuticabeira, goiabeiras, laranjeiras e mamoeiros. Os cocos de muitas palmeiras constituem sua alimentação predileta, procuram também as frutas da imbaúba (Cecropia sp.) dos capinzais. Gostam também de mastigar erva como complemento vegetal. Apreciam as sementes de Braquiárias. Na Mata Atlântica, é frequente presenciarmos estas aves em bandos se alimentando dos frutos da Castanha do Maranhão (Pachira aquatica). Reprodução Nidifica em ocos de árvores, ninhos artificiais e cupins. Costuma usar ninhos vazios de joão-de-barro e de pica-paus pequenos. As posturas podem ir de 3 a 8 ovos e são incubados pela fêmea, apesar de o macho também ficar longos períodos dentro do ninho. No habitat natural o período de incubação ronda os 17 dias. As crias têm um desenvolvimento muito rápido e são alimentados pelo macho e pela fêmea em intervalos relativamente regulares. Com 20 dias estão cobertos de penas e deixam o ninho pela quarta ou quinta semana de vida já com a plumagem do sexo correspondente. 


Tuim, zona rural do município de Sátiro Dias.. Foto Gilson Santana

  Hábitos 

 Vivem em bandos de até 20 tuins e sempre que pousam, se agrupam em casais. Habitam as bordas das mata ribeirinha, mata seca e cerradões. Muito ativos, deslocam-se por grandes áreas, sempre com gritos de contato. Os chamados são agudos, em tons mais baixos do que os do periquito, além de serem mais curtos. Qualquer novidade na área de alimentação, ninho ou dormida é logo saudada pelos gritos de alarme e contato do grupo. Pousados, ficam camuflados pelas folhas. É surpreendente ver a quantidade que estava invisível na vegetação, depois de um grupo surpreendido levantar voo.
Tuim, zona rural do município de Inhambupe. Foto Gilson Santana

 


 
  Distribuição Geográfica 

Ocorre no nordeste, leste e sul do Brasil até o Paraguai e Bolívia, também no alto Amazonas até o Peru e a Colômbia. 

  Fontes 
 https://www.wikiaves.com.br/wiki/tuim 
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Tuim

sábado, 20 de abril de 2024

Sagui-de-tufo-branco (Callithrix jacchus)

                                                              Sagui, zona urbana do município de Inhambupe. Foto Gilson Santana


Os Saguis são os menores macacos do mundo, estando dispersos por toda a América do Sul. Estes primatas são representados por várias espécies que costumam viver em grupos, apesar de poderem viver sozinhos ou em pares. Já foram observados bandos mistos, formados por animais de duas ou três espécies distintas. Os Saguis-de-tufo-branco (Callithrix jacchus) ou Saguis-Comuns se distinguem das outras espécies do gênero pelos tufos brancos que possuem em cada orelha. São provavelmente, a espécie mais comum de primatas a conviver com os seres humanos no Brasil. São animais de pequeno porte com peso entre 350 e 450 gramas, pelagem estriada na orelhas, mancha branca na testa. A coloração geral do corpo é acinzentado-claro com reflexos castanhos e pretos. A cauda é maior do que o corpo e tem a função de garantir o equilíbrio do animal. Todas as espécies possuem o dedo polegar não oponível, unhas em forma de garras e dentes molares na fórmula de dois por dois. Possuem domínios definidos e os bandos costumam se instalar próximos às árvores frutíferas utilizadas, repetindo o mesmo percurso todos os dias, inclusive utilizando as mesmas árvores e mesmos galhos durante o deslocamento. 

Habitat  

Esses pequenos animais habitavam primariamente as florestas de caatinga e cerrado em formações arbóreas baixas do nordeste do Brasil, ao norte do Rio São Francisco, ao leste dos Rios Parnaíba e nas formações de floresta tropical úmida do Nordeste e Florestas Semi-decíduas (Bioma Mata Atlântica). Os Saguis-de-tufo-branco foram introduzidos em várias matas do Brasil. Sua adaptação em outras formações florestais e a intensa utilização desse organismo como “doméstico” terminou por introduzi-lo em vastas áreas do território da América Latina. 

Alimentação

Os Saguis-de-tufo-branco alimentam-se de grande variedade de matéria vegetal (sementes, flores, frutos, néctar, etc..) e animal (artrópodes, moluscos, filhotes de aves e mamíferos, anfíbios e pequenos lagartos). São também gumívoros, alimentam-se da goma que roem com seus incisivos inferiores, de árvores gumíferas. A goma compõe a base da sua dieta, mas, diante da disponibilidade de frutos, reduz o consumo de tal item. Callithrix jacchus é um especialista em alimentação de goma, com incisivos inferiores para goivagem - escavar buracos nas árvores produtoras de goma, para garanti-la por todo o ano. Isso permite-o viver em habitats muito sazonais, incluindo florestas decíduas no nordeste do Brasil. 

Hábitos

Tem hábitos diurnos e raramente descem ao solo. São adaptados à vida saltatória arbórea, com locomoção vertical pelos troncos. Redican e Taub (1981) afirmaram que os Callitrichideos são organizados em unidades familiares monogâmicas. Outros pesquisadores acreditam que estes animais formam grupos familiares extensos com um par monogâmico, os quais permitem que seus filhotes permaneçam no grupo após a maturidade (EPPLE, 1975). Monogamia e cuidado biparental, famílias extensa, cooperação na criação de filhotes, poliginia, poliandria cooperativa, inibição reprodutiva de fêmeas subordinadas em grupos multimacho-multifêmea, são características notáveis na estrutura social dos acallitrichideos. 

Reprodução

Atingem a maturidade sexual entre treze e quatorze meses. O período de gestação varia entre 140 a 160 dias. Nascem dois filhotes de tamanho grande a cada gestação. Os filhotes são amamentados, normalmente, por um período de aproximadamente 70 dias após o nascimento, embora alguns deles possam mamar por até 100 dias. O desmame se inicia 30 dias após o nascimento, quando os filhotes já conseguem pegar os alimentos com suas mãos ou recebê-los por seus parentes. O desmame completo ocorre por volta de dois meses. 

Ameaças

Estes animais são vulneráveis a um grande número de predadores. A alta taxa predatória e a instabilidade do meio sugerem a presença de características adaptativas, dotando esta família de respostas precisas a eventos estressores . Estes animais possuem um sistema diferenciado para respostas rápidas, uma exigência essencial para animais colonizadores de ambientes emergentes e instáveis Os Saguis quando ameaçados pelas aves, emitem forte vocalização de alerta e a este sinal, os infantes se aproximam dos adultos e o grupo coeso se reúne e se esconde embaixo das folhagens ou desce rapidamente pelos trocos das arvores até o solo. Esses ataques por aves são geralmente investidas de captura por gaviões ou urubus, nesses casos os pais transferem os filhotes das costas para a região próxima ao ventre. Mas os saguis não são apenas predados por aves, eles também predam ovos de aves que os atacam com sobrevôos rasantes seguidos de pancadas com o bico ou com o peito na cabeça dos saguis até que estes se distanciassem das proximidades do ninho. O homem tem papel preponderante na diminuição das populações desses animais, além da perda de habitat decorrente da alteração ambiental por atividades econômicas. Além disso, o homem caça os saguis-de-tufo-branco para venda ao longo das rodovias como animais de estimação, principalmente no Nordeste.   

Fontes:
http://www.ceama.mpba.mp.br/especies-ameacadas/1849-callithrix-jacchus-o-saguei-de-tufo-branco.html 

https://www.gov.br/iec/pt-br/centro-nacional-de-primatas/assuntos/guia-de-especies/sagui-do-tufo-branco-white-tufted-ear-marmoset-ing

sexta-feira, 19 de abril de 2024

Iguana-verde (Iguana iguana)

Iguana, zona rural do município de Inhambupe. Foto Gilson Santana

Iguana é um gênero de réptil da família Iguanidae. As espécies deste gênero ocorrem em regiões tropicais da América Central, América do Sul e Caribe. As iguanas têm hábitos arborícolas, isto é, vivem em árvores, podendo atingir até 180 cm de comprimento. Quando jovens, os iguanas possuem uma coloração verde intensa, já quando maiores, apresentam, ao longo do corpo, listras escuras. A cauda de uma iguana possui dois terços do comprimento total do corpo. Iguanas podem ser criados em terrário tropical úmido, por habitar florestas tropicais. Apresentam hábito diurno e arborícola, sendo encontradas em regiões próximas a corpos d'água. Assim como os demais répteis, as iguanas necessitam do Sol e da sombra para sua termorregulação, encontrando nas árvores um ambiente propício. Além disso, as iguanas necessitam dos raios ultravioleta (UV) para o metabolismo do cálcio e da vitamina D.

  Alimentação

Iguanas são totalmente herbívoros, geralmente se alimentam de folhas, flores e frutos das árvores em que habitam. iguana é um animal herbívoro, apresentando preferências alimentares nem sempre relacionadas às espécies mais disponíveis para a sua alimentação. Esses animais podem ser observados ingerindo restos de animais mortos e até mesmo fezes de membros da mesma espécie, no entanto, isso pode estar relacionado à manutenção de sua fauna microbiana, o que auxilia na digestão da matéria vegetal, seu principal alimento. A ingestão de pequenos animais, como insetos, pode ocorrer de forma não intencional. 

  Reprodução

A maturidade sexual das iguanas ocorre entre dois e três anos de idade. O ciclo reprodutivo dessa espécie está relacionado às estações chuvosa e seca. Geralmente os machos estabelecem territórios para a reprodução no início da estação seca e as fêmeas fazem a postura em meados dessa mesma estação. Isso ocorre para que os ovos possam eclodir próximo ao início da estação chuvosa, quando as folhas são novas e de fácil digestão para os filhotes recém-nascidos. A quantidade de ovos depositados pelas fêmeas varia conforme o tamanho corporal, no entanto, essa quantidade é, em média, de 35 ovos, e eles levam de 10 a 15 semanas até serem chocados. Nesse período, as fêmeas protegem seus ninhos de outras fêmeas. Grande parte dos filhotes morre antes de chegarem à vida adulta. Os jovens são predados, por exemplo, por jacarés e peixes quando nadam para longe dos ninhos. Na praça da Matriz de Inhambupe é comum ver esses animais tomando sol durante o dia.
Iguana, Praça da Matriz zona urbana do município de Inhambupe. Foto Gilson Santana




Existem camaleões no Brasil?

No Brasil a Iguana assim como outras especies de lagartos sâo comumente chamados de camaleões, no entanto, nenhuma delas pertence à família Chamaeleonidae e por isso não são consideradas camaleões verdadeiros. Mas se você já viu lagarto mudando de cor por aí, pode acreditar em seus olhos! Apesar de o mecanismo de cristais fotônicos ser uma característica da família Chamaeleonidae, vários lagartos brasileiros são capazes de, em certo nível, mudar a tonalidade de sua pele contraindo ou relaxando células que contém pigmento, assumindo cores mais opacas como marrom ou cinza ou mais vibrantes, como verde, de acordo com seu ambiente e comportamento. O camaleão está presente apenas na Ásia, partes da Europa, África e América do Norte.

Fontes: 
 
https://www.biologianet.com/biodiversidade/iguana.htm 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Iguana  

https://www.ultimosrefugios.org.br/single-post/2018/01/22/existem-camale%C3%B5es-no-brasil#:~:text=V%C3%A1rios%20lagartos%20no%20Brasil%20s%C3%A3o,n%C3%A3o%20s%C3%A3o%20consideradas%20camale%C3%B5es%20verdadeiros.

https://www.bichonativo.com.br/post/2019/02/10/curiosidade-animal-iguana-x-camale%C3%A3o