segunda-feira, 15 de abril de 2024

Cachoeira do Alecrim





A Cachoeira do Alecrim está localizada no Rio Inhambupe à aproximadamente 6 Km do centro da cidade (em linha reta).



domingo, 14 de abril de 2024

João-de-barro (Furnarius rufus)

João-de-barro, zona rural de Sátiro Dias. Foto Gilson Santana


O joão-de-barro é uma ave passeriforme da família Furnariidae. Conhecido também como barreiro, joão-barreiro (Rio Grande do Sul), maria-barreira (Bahia), forneiro, pedreiro, oleiro, hornero (Argentina) e amassa-barro. A fêmea é conhecida como “joaninha-de-barro”, “maria-de-barro” ou “sabiazinho” em certas regiões. É conhecido por seu característico ninho de barro em forma de forno. Mede 18 a 20 centímetros de comprimento e pesa 49 gramas. 

Possui o dorso inteiramente marrom avermelhado. Apresenta uma suave sobrancelha, formada por penas mais claras, em leve contraste com o restante da plumagem da cabeça. Rêmiges primárias (penas de voo, nas asas) anegradas, visíveis em voo, com as asas abertas. Ventralmente é de coloração clara (alguns indivíduos podem possuir o peito, flancos e barriga amarronzados, semelhante ao dorso), sendo o queixo e pescoço brancos. Excetua-se a cauda, que é avermelhada tanto dorsal quanto ventralmente. É uma das aves de mais fácil observação nos locais onde ocorre, pois além de não se afastar muito de seu território não é nem um pouco arisca, deixando o observador chegar a poucos metros de distância. 

Quando não está empoleirada desce ao solo, onde passa boa parte de seu tempo caminhando de modo bem típico, alternando pequenas corridas com intervalos nos quais anda mais devagar. Não possui dimorfismo sexual sendo assim macho e fêmea tem a mesma aparência. Alimentação: O pássaro joão-de-barro tem o hábito de procurar seu alimento em baixo de folhas, galhos ou troncos caídos. Sua preferência é por formigas, içás, cupins, larvas, aranhas e outros artrópodes. 

Dificilmente se alimenta de sementes. Alimenta-se também de outros invertebrados, como minhocas e possivelmente moluscos. Aproveita restos de alimentos humanos espalhados pelo chão, como pedaços de pão e biscoito. Reprodução: O casal constrói em conjunto um ninho interessante, em formato de forno de barro, o qual pode ser facilmente identificado no alto de árvores e postes em regiões campestres. No interior do ninho há uma parede que separa a entrada e a câmara incubadora, construída para diminuir as correntes de ar e o acesso de possíveis predadores. 

Utiliza como matéria-prima o barro úmido, esterco e palha, cujas proporções dependem do tipo de solo (se arenoso, a quantidade de esterco chega a ser maior do que a de terra). A construção do ninho demora entre 18 dias e 1 mês, dependendo da existência de chuvas e, portanto, de barro em abundância. 

O ninho pesa em torno de 4 quilos e às vezes ocorre a construção de vários deles, sobrepostos (até 11), em anos consecutivos. Põe de 3 a 4 ovos, a partir de setembro, e a incubação dura de 14 a 18 dias. O casal chega sempre em posições diferente da árvore, ora por cima, ora por trás, esquerda ou direita. O casal, além de se revezar na construção, em alguns momentos divide tarefas, sendo que um fica no ninho ajeitando o barro e o outro traz o material.
Ninho de joão-de-barro, zona rural do município de Sátiro Dias. Foto de  Gilson Santana

Não utiliza o mesmo ninho por duas estações seguidas, uma vez abandonados, os ninhos são reutilizados por outras espécies de aves (canário-da-terra-verdadeiro, tuim, pardal e andorinhas). Também são reutilizados por lagartixas, rãs, pequenas cobras, ratos silvestres e até por abelhas. Existe a lenda de que se o macho for “traído” pela fêmea, ele pode trancá-la dentro do ninho para sempre como punição.Esse fato nunca foi registrado cientificamente e não é comprovado pelos ornitólogos. 
Tuim, reutilizando o ninho do João-de-barro, zona rural do município de Sátiro Dias. Foto de Gilson Santana.


  Fontes:

https://www.wikiaves.com.br/wiki/joao-de-barro

 https://www.nativealimentos.com.br/sustentabilidade/biodiversidade/animais/aves/joao-de-barro/299

Socó-boi (Tigrisoma lineatum)

Socó-boi, zona rural de Inhambupe. Foto Gilson Santana


O socó-boi é uma ave pelecaniformes da família Ardeidae, vive nas margens de rios e lagos. Alimenta-se de peixes, moluscos, anfíbios e répteis, permanecendo imóvel enquanto espera sua presa. 

É uma espécie solitária, mede em torno de 70 cm de comprimento, pesando cerca de 840 gramas. Pode ser encontrado em áreas úmidas da América Central até a maior parte da América do Sul. 

A plumagem adulta é idêntica para ambos os sexos e é adquirida aos dois anos de idade, caracterizando-se pelo pescoço castanho com uma faixa branca vertical na frente e manto pardo-acinzentado, manchado de acanelado; possui um bico bastante longo.

A plumagem do socó-boi jovem é amarelo-clara com faixas transversais negras, garganta e ventre brancos e o bico é relativamente curto. No período de reprodução nidifica no alto de árvores põe geralmente 2 a 3 ovos que são levemente manchados, com um período de incubação de 31 a 34 dias. Seu nome popular se deve a um forte som (que lembra o esturro da onça pintada ou o mugir de um boi) que o adulto emite durante o período reprodutivo. 

Fontes: 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Soc%C3%B3-boi https://www.wikiaves.com.br/wiki/soco-boi

quarta-feira, 3 de abril de 2024

borboleta-coruja (Caligo beltrao)

Borboleta-coruja, zona urbana do município de Inhambupe. Foto Gilson Santana.



Aborboletas-coruja são borboletas pertencentes ao gênero Caligo. São típicas da América do Sul.

Tem esse nome pois nas asas, pelo lado de dentro, ela tem um desenho semelhante ao rosto de uma coruja, com destaque para os olhos enormes e abertos. Dizem que esta estampa serve de maneira eficiente para driblar seus predadores. Ou seja: parece um animal maior e mais perigoso do que realmente é. Também é conhecida como corujão.

Já pelo lado de fora, tem um azul magnífico, com detalhes em preto (aliás, a asa azul nunca perde a sua cor, mesmo depois de anos de sua morte). De hábitos crepusculares quando adulta (voa lentamente ao amanhecer e ao anoitecer), ela é um dos maiores exemplares de borboletas que se tem notícia (chega a medir até 18 centímetros de envergadura).

Efêmera, como a maior parte das espécies, a borboleta-coruja vive aproximadamente três meses. Mas até chegar a esta fase (entenda-se a metamorfose completa) leva cerca de 105 dias. Em geral as fêmeas são maiores e menos coloridas que os machos. Uma coisa é certa: nenhum exemplar é igual ao outro (como uma impressão digital).

Um de seus principais inimigos são vespas parasitas, que atacam seus ovos, suas lagartas e até as pupas. Inseticidas usados nas plantações, também costumam causar sua morte. Soma-se a isso, está ameaçada por captura criminosa e pela destruição de seu habitat. 

E uma borboleta, típica da região Leste do Brasil. Os adultos de tais borboletas possuem hábitos crepusculares e visitam frutos, e as lagartas desenvolvem-se em bananeiras e em outras plantas da família das ciperáceas e marantáceas.

Características

A borboleta-coruja existe somente na América do Sul, sendo uma das maiores espécies que ocorrem no Brasil, podendo medir até 18 cm de envergadura (de ponta a ponta das asas). Vive junto à beirada de matas ou bananeiras. Voa, lentamente, ao amanhecer e ao entardecer. Durante o dia, pousada à sombra da vegetação, mostra, nas asas posteriores, duas manchas ocelares, uma em cada asa, que lembram olhos de coruja, com pupila negra e íris clara. Essa adaptação serve para enganar seus predadores, quando ameaçada abre as asas de repente, revelando enormes olhos e empina o corpo. Para seu predador transformou-se em coruja que é um dos maiores inimigos de pequenos animais. A média de vida do indivíduo adulto é de aproximadamente 90 dias (3 meses), ao passo que o desenvolvimento do ovo até a completa metamorfose dura cerca de 150 dias (5 meses). A lagarta alimenta-se de folhas de bananeira.

Alimentação

A borboleta adulta alimenta-se pela probóscide ou espirotromba, é uma espécie de tromba que fica enrolada dentro de sua cavidade bucal. A borboleta-coruja gosta de se alimentar de frutas podres em decomposição caídas no chão, ou ainda em fezes de animais. Outras espécies se alimentam de néctar de flores, sais minerais do suor humano.

Existem ainda espécies que não comem nada na fase adulta, substituindo com a reserva nutritiva que acumula no estágio de lagarta. A borboleta-coruja é uma espécie fácil de criar em cativeiro e até em casa, pois as lagartas alimentam-se de folhas de bananeiras e a borboleta de frutas e vermes.

Ovos

Logo após o acasalamento, a fêmea da borboleta começa a pôr seus ovos. Para isso, procura a planta certa, identificando-a principalmente pelo cheiro, mas também pela cor, forma, textura e localização. Antes de depositar seus ovos, a fêmea certifica-se de que não há ovos de outra borboleta na folha escolhida, para evitar competição por alimento entre as lagartas. O ovo possui um minúsculo orifício em sua parte superior (a micrópila), que permite a entrada do espermatozóide e, posteriormente, a respiração do embrião. O ovo da borboleta-coruja é relativamente grande, com cerca de 2 mm de diâmetro

Lagarta

A maioria das lagartas de borboletas tem a ausência de pelos, ao contrário das de mariposa, há lagartas coloridas mas na maioria das vezes são verdes ou marrons para confundir-se com a coloração das folhas. À medida que cresce a lagarta troca de pele de quatro a oito vezes, conforme a espécie, um ou dois dias antes dessa troca a lagarta fica dois dias sem comer; a lagarta da borboleta-coruja nessa troca de pele também troca de coloração, passando de verde (seu estágio inicial de lagarta) para marrom (seu estágio final de lagarta).

Estágio final de lagarta, nesse estágio de seu desenvolvimento, as lagartas da borboleta-coruja mudam de cor, adquirindo a tonalidade marrom. Dessa forma, podem ficar camufladas entre as folhas secas da base das bananeiras, saindo principalmente à noite, para alimentar-se. É provável que as lagartas distingam luz de escuridão, mas não consigam perceber formas e compor uma imagem nítida. Localizam a comida pelo tato e o olfato. O reflexo de alimentação ocorre por sensores localizados ao lado das mandíbulas, sem os quais a lagarta não seria capaz de reconhecer uma planta como alimento.

Crisálida

Permanecem dentro dessa crisálida ou pupa durante 1 mês. A crisálida se parece muito com uma folha, isso acontece para a lagarta se proteger de vários danos e ataques até completa inteiramente sua metamorfose. Quando a borboleta sai da crisálida, já é um inseto adulto e pesa 16 gramas: não crescerá mais nem passará por outras renovações de pele. Pode levar de uma a duas horas do momento em que sai do casulo até que possa realizar seu primeiro voo. Ao sair do casulo, suas asas estão totalmente encolhidas; vão expandindo-se aos poucos, pela pressão da hemolinfa (o "sangue" dos insetos) e pelos movimentos musculares, num processo que dura cerca de 20 minutos. Durante esse processo, a borboleta fica pendurada; desse modo, as asas se abrem com perfeição.

 



FONTES:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Borboleta-coruja

https://pt.wikipedia.org/wiki/Caligo_beltrao

https://oeco.org.br/noticias/27373-borboleta-coruja-presa-ou-predador/



 

sexta-feira, 29 de março de 2024

Encyclia oncidioides

Encyclia oncidioides, zona rural do município de Inhambupe. Foto Gilson Santana


Encyclia oncidioides é um espécie de orquídea rupícola que vegeta no Nordeste brasileiro. 

Planta vigorosa, com pseudobulbos ovóides e fusiformes de 20 centímetros de altura, portando duas ou três folhas lineares, coriáceas e lanceoladas de 40 centímetros de comprimento e de cor verde-amarelado. Inflorescências eretas e ramificadas com mais de 1 metro de altura, portando grande quantidade de flores. 

Flor de três centímetros de diâmetro, com pétalas e sépalas amarelo-pálidas, densamente reticuladas de marrom. Floresce no verão.
Essa espécie pode ser encontrada nos municípios de Aporá, Inhambupe e Sátiro Dias.


Fontes: 

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Encyclia_oncidioides

 http://www.delfinadearaujo.com/estados/bahia.htm

Cattleya Tigrina

Cattleya Tigrina, zona rural do município de Inhambupe. Foto Gilson Santana 


Cattleya Tigrina é uma espécie de orquidea encontrada do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Sergipe no Brasil. Planta bifoleada com pseudobulbos eretos, cilíndricos e levemente sulcados que podem chegar a mais de 1 metro de altura. Inflorescência com cinco a oito flores que surgem entre as folhas com ou sem espata. 

Flor de seis centímetros de diâmetro com pétalas e sépalas de marrom ou púrpura a verde-amarelado intenso. Labelo trilobado com lóbulos laterais exteriormente brancos que cobrem a coluna. Lóbulo central pequeno, papiloso, de cor ametista. 

Floresce de setembro a Dezembro. Tambem é conhecida pelo nome de Cattleya Leopoldi pois em 1855, uma planta foi levada para a Europa pela empresa belga Verschaffelt e descrita por Lemaire como variedade da Cattleya guttata Lindley, recebendo a denominação Cattleya leopoldi em homenagem ao rei Leopoldo I da Bélgica, um apaixonado admirador de orquídeas. 





Esta espécie, sabe-se hoje, é um sinônimo da Cattleya tigrina, classificada por Richard, sete anos antes. Nos municipios de Aporá e Inhambupe ainda é possivel encontrar em algumas areas de matas alguns exempares dessa especie que tem seu estado de conservação considerada "Vulnerável" (VU) correndo o risco de futuramente se tornar extinta. 

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cattleya_tigrina 
 
http://www.delfinadearaujo.com/estados/brasil.htm

 http://cncflora.jbrj.gov.br/portal/ptbr/profile/Cattleya%20tigrina

domingo, 30 de julho de 2023

Tatu-Peba Euphractus sexcinctus

Tatu-Peba, Zona rura de Aporá. Foto  e vídeo Gilson Santana




Caracterização: Espécie de médio porte, com coloração amarronzada, carapaça provida de pelos esparsos, com seis ou oito cintas de placas móveis e cabeça cônica e achatada. 

Distribuição: Ocorre do Suriname ao norte da Argentina, ocorre em áreas do cerrado do Brasil central, sendo encontrado nos estados da Bahia, Minas Gerais, Goiás, Piauí, Maranhão e norte de São Paulo, ao norte dos rios Tietê Piracicaba. 

 Habitat: Ocupa campos, cerrados e bordas de florestas. 

 Hábitos: Tem hábito noturno, solitário, cava túneis para se esconder. 

Alimentação: Alimenta-se de uma vasta gama de plantas, sementes e polpa de laranja e cana de açúcar, formigas, besouros, cupins, larvas de borboleta, grilos e alguns aracnídeos e animais, inclusive de carcaças 


  Reprodução: Alcançam sua maturidade sexual entre 1 a 2 anos. O período de gestação é de 60 a 65 dias, nascendo de 2 a 4 filhotes por ninhada. Nasce sem pelos, sem dentes, com os olhos e canais auditivos externos fechados, orelhas mal formadas e boca fechada lateralmente por uma membrana, havendo apenas um abertura anterior que permite ao animal mamar. 

Fonte
https://www.nativealimentos.com.br/sustentabilidade/biodiversidade/animais/mamiferos/tatu-peba/102 acesso em 30/07/2023